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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Movimento Sanguenozóio - eu faço parte!

Cheguei no escritório hoje e a primeira coisa que vi foi o comentário da Mari no meu último post.
Além de me achar lindona (rárárá) ela me convocou a participar do "MOVIMENTO SANGUENOZÓIO - ATIVAR" que tá rolando na blogosfera mamífera.
Além da Mari, a Kah e a Carol já fizeram excelentes posts sobre o assunto. Vale apena ler o que elas comentaram e assinar o abaixo assinado que tá rolando na internê contra essa palhaçada de aumento de 62% aos parlamentares - aprovado na Câmara e no Senado, no último dia 15/12.
E eu, não poderia ficar fora desse movimento. Afinal, além de mãe leoa, tô grávida, o que me torna um ser bastante perigoso, ante a fúria dos meus hormônios.
Assim, depois de ter dado uma vasculhada no que se passou lá pelas bandas da capital federal, acabei tendo duas idéias. Vamos lá:

1) O texto do projeto de decreto legislativo (PDS 683/10 - veja íntegra abaixo), já aprovado pela Câmara e pelo Senado, depende agora, para entrar em vigor a partir de fevereiro de 2011, da promulgação do presidente do Senado, José Sarney.
Vamos mandar um e-mail para ele. Um não. Vários !!!!. Vamo lá mostrar que não dá pra tolerar esse tipo de coisa, né! Vamos pedir para que ele VETE a proposta! Segue o e-mail dele (peguei no site do Senado): sarney@senador.gov.br
Kah...manda sua carta pra ele!
De repente, quem sabe, ele vê que a gente é bicho brabo e não promulga o tal projeto!

2) Pensei também em mandar um e-mail, ligar, enviar pombo correio para o deputado federal que votei na última eleição pedindo que, utilizando-se de suas prerrogativas, renuncie ao aumento proposto. Sabe, assim, explicando que não há qualquer justificativa para esse acréscimo de mais de 60% e que o mínimo de idoneidade que eu espero dele, é que abra mão disso.
Se cada um de nós marcar o cerco em cima do deputado que votou, quem sabe eles não ficam envergonhados por terem aprovado o decreto? Parece meio idealista demais, também acho, mas vou fazer isso, quem sabe...não vira alguma coisa...
Vou lá escrever meus dois e-mails e volto com notícias.

PDS 683/10
Fixa idêntico subsídio para os membros do Congresso Nacional, o Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado e dá outras providências.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º O subsídio mensal dos membros do Congresso Nacional, do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado, referido nos incisos VII e VIII do art. 49 da Constituição Federal é fixado em R$ 26.723,13 (vinte e seis mil, setecentos e vinte e três reais e treze centavos).
Art. 2º Cada um dos órgãos apontados regulará, em conformidade com suas competências, os efeitos decorrentes da aplicação deste Decreto Legislativo.
Art. 3º As despesas decorrentes da aplicação deste Decreto Legislativo correrão à conta das dotações orçamentárias dos respectivos órgãos públicos, nos termos da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000.
Art. 4º Este Decreto Legislativo entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos financeiros a partir de 1º de fevereiro de 2011.
CÂMARA DOS DEPUTADOS

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Interrompemos nossa programação normal...

...para mudar de assunto aqui no blog.
Resolvi dar essa pausa no tema "mamãe, bebê & afins", porque, desde ontem, ando incomodada, precisando colocar pra fora umas coisas aí.
Seguinte: fui ver o filme "Tropa de Elite 2" e saí de lá como se estivesse levado um grande puxão de orelha da realidade.
Quem não viu, corre, porque, é um filmaço - não vi nenhum crítico de cinema falar mal.
O filme mostra, em resumo, que os bandidos, a polícia e os políticos, são tudo farinha do mesmo saco.
Não, isso não é nenhuma novidade pra mim, nem pra vocês.
Mas o filme escancara essa história e terminou por jogar na minha, que eu não faço nada contra isso, contra o "sistema" como eles dizem no filme.
Gente, sabe o que eu fiz, até hoje, para mudar alguma coisa nesse mundo: pintei minha cara na época do impeachment do Collor e assinei o projeto de lei do "Ficha Limpa", porque fiquei sabendo dele através do blog da Rô.
Só.
Nem lembrava mais quem era o deputado federal que eu tinha votado na última eleição. Nem do deputado estadual.
Vivi, até agora, assim, à margem do que está acontecendo.
E olha que eu não sou tão leiga assim. Sou advogada, sei como funciona o processo eleitoral, tenho o dever de me atualizar sobre novas leis, leio a Veja, a Isto é, o Valor Econômico e a Folha, mas, me sinto a mais "Tiririca" de todas, ao perceber minha ignorância e minha inércia frente à questões políticas desse país.
Não adianta nada ler esse tanto de notícia sobre CPI disso ou daquilo e continuar aqui sentada, preocupada se vou conseguir ganhar aquele processo ou se a separação do casal vai ser consensual.
Eu tinha que ter participado. Ter cobrado. Tinha que ter ligado para deputado, feito a .
O pior comportamento foi o meu: ficar quieta, assistindo tudo de cima do muro.
E como eu, sei que tem muita gente.
O meu (nosso?) silêncio contribuiu para que o Garotinho fosse o segundo deputado federal mais votado nesse país.
Se eu tivesse botado a boca no trombone, cobrado do prefeito o pavimento das ruas esburacadas, acho que, hoje, não estaria assim.
Chego a conclusão de que, minha inércia, contribui para a perpetuação do chamado "sistema". Eu fomento a corrupção, a malandragem e sou co-autora do tiro que inocentes levam na cara, no meio da rua, todos os dias.
Precisei ver o filme para acordar.
Não quero mais issso pra mim, nem pra minha família, nem pra ninguém.
Fim.
Tenho o dever de cobrar, de exigir lisura e posturas. E eu vou.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Vale a pena ler

A super Mari, mãe da Alice Linda e dona de um dos blogs mais legais que eu já vi, o grande "Pequeno Guia Prático para Mães sem Prática", postou hoje um texto publicado na revista Época, chamado "Entre os muros da outra escola", de autoria da jornalista e escritora Eliane Brum, que vale a pena ler.
O link é esse aqui.
Texto para a gente refletir.
Não só sobre o futuro de nossos filhos, mas também sobre o nosso passado de criança.
Nunca tinha pensado nisso. Que esse tipo de situação pode acontecer com a Nina, assim como aconteceu comigo, com a menina do texto e com outros tantos.
Lembro, até hoje, de uma vez em que entrei no ônibus de volta para casa e uma menina simplesmente colocou a bolsa dela no banco vago só para eu não me sentar. Eu não tinha jeans de marca, morava em uma cidadezinha de 8.000 habitantes, estudava na classe dos 50 primeiros alunos da escola, por isso, tive que ir embora de pé no ônibus, enquanto a bolsa da menina descansava sobre a poltrona vaga. E não falei nada. Segui de pé o caminho todo e nos outros dias procurei outros lugares para me sentar.
Não achei que essa história tivesse me marcado tanto, até eu ler o texto publicado lá na Mari. Lembrei na hora, de tudo.
Por isso, além do texto que indiquei, resolvi compartilhar essa minha história com vocês e com a Nina, que um dia vai ler esse blog aqui e vai aprender que jeans de marca não te transforma em uma pessoa melhor e que o fundamental nessa vida é ter respeito, por si e pelos outros.
Pronto. Desabafei.
Beijo!
Dani
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