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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Retrato

Tem uns momentinhos nessa vida de mãe que tem que ser registrados.

Esse é um deles. Pela primeira vez Nina me desenhou, assim, com perna, braço, boca, olhos, vestido e pintinhas no rosto.

Na saída da escola, me puxou pelo braço e foi mostrar o retrato que tinha feito.

Foi emocionante. Fiquei ali, na porta da sala, toda boba e com os olhos cheios de água.

Uma tia, até disse que eu era a mãe mais babona da escola!

Mas tem como não ser?



Gata, heim!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Lili dandô!

Bom, só faltou eu falar isso mesmo!
Com vocês, Alicinha, minha Lili, andando gentz!
É muita fofura pra esse coração babão de mãe!
(favor rir pouco da minha narração, tá!)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Nina, março de 2012

No parque de diversões:
- Mamãe, ainda bem que não tá muito sol hoje né?! O céu tá bem dobladinho, será que vai chover?


*************

Saindo da loja de brinquedos, com a esquilete Eleonor (do Alvin e os Esquilos) que ela tinha acabado de ganhar:
- Não gosto do nome dela. Leonor é nome de menino. Ela vai chamar Lili, viu, mamãe?


*************

Entrando na padaria, um senhor que tá na mesa tomando café olha pra Nina e dá um "tchauzinho" com a mão. Ela:
- Eu não posso falar oi pra gente esquisita. Minha mãe não deixa.


**************


Na recepção do escritório, a secretária pede para ela me levar uns documentos do Sr. Gilberto.
- Mãe, a tia mandou eu te entregar isso. É do senhor Gilmento, tá.





Te amo, sua pequena linda!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Babando mais uma vez!

Como boa mãe coruja, caipira e chic, confesso a vocês que amo um clipe.
Já fiz 3 pra Nina, um mais lindo que o outro.
Mas esse ano, puxa, o negócio ficou fofo demais, gente!
Uma lembrança pro resto da vida, viu...
Com vocês, o "clips" do aniversário de 1 ano da Alicinha!
Emossaummmmmmm!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Um ano de Alice

"Alicinha, minha sussuquinha:
Costumo dizer que você chegou chegando: nasceu numa segunda-feira, quinto dia útil do mês, às 8 da manhã, com 40 semanas e umas horinhas.
Saiu da barriga da mamãe aos berros. Você nem imagina a minha felicidade ao ouvir sua voz. Melhor que isso foi botar meus olhos em você, beijar seu rosto, te cheirar, reparar naquele monte de cabelo pretinho, te abraçar junto com o papai pela primeira vez.
Aliás, o papai não parava de dizer que você era a cara da sua irmã.
Não dá para lembrar disso e não chorar. Não consigo.
Ouvir a Nina dizer que o nosso bebê era muito lindinho, no primeiro encontro de vocês: eita imagem que não sai da minha cabeça!
Nossos primeiros dias juntos, agora, em quarteto foram inesquecíveis. Quanta transformação, quanta coisa boa que você nos trouxe (e quantas noites sem dormir também!).
Por falar em dormir, essa, Alicinha, não é sua praia. Não quer perder um momento, nem mesmo aqueles que acontecem entre as 3 e 5 da manhã.
Mas, já diziam os sábios que o bebê que não dorme, come.
E essa máxima funcionou bem aqui em casa. Dá gosto vê-la "papando" tudo! É papinha, é arroz com feijão, é quiabo, é fruta, é biscoito, é sorvete, é chocolate. Sim, você já experimentou tudo isso e adorou! E pede bis, para felicidade dessa mãe!
Você mama na mamãe e adora! Adoramos, melhor dizendo. Queria que isso durasse por muito tempo, até os 18 anos, pode ser, filha?! Quando você for pra faculdade eu começo o desmame, tá!
Coisa mais bonita de ver é você e sua irmã juntas, brincando de esconde, lendo livro, implicando uma com a outra. Todo dia, quando acorda, aponta para a porta do quarto e diz: Niiiiiii! Te levo até ela e você abre o maior sorriso do mundo, ganha abraço apertado e muitos beijos e chora, porque, né, o abraço não precisava ser tão apertado assim!
Vocês já são tão cúmplices, tão irmãs, é incrível!
E parecidíssimas!
Bom, ceis puxaram para o papai. Você, em especial, Alicinha, é a cara do Marcão bebê (e do tio Paulão, gêmeo do papai...rárárá!!!)
Você é um bebê feliz. Vive mostrando os 4 (quase cinco) dentes pra todo mundo e, esses dias, aprendeu a apontar o dedo pros outros e perguntar "quem é", eu aguento?
Manda beijinho com a mão, faz 1 aninho com o dedo, não, balançando a cabeça, fala "au" quando dá "tchau", bate palmas quando escuta o parabéns. E fala "paaaaaaaaaaaaa-paaaaaiiii" quando ele chega em casa!
Adora água.
Mas não gosta de se vestir. É uma luta diária essa, viu!
Tá engatinhando muito depressa. Se esconde da gente. Tenta subir em tudo, tá um perigo!
E está tão gostosa de se ver!
Um ano, já, Alice.
Parabéns, linda da mamãe! Que Deus te proteja, filha minha!
Te amo, tanto....
Beijo,
Mamãe"

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

No ano passado

Gosto muito de ficar fazendo exercício mental do tipo "o ano passado...em uma hora dessas...eu..." ou "sábado passado, nessa hora, eu...".
É meio que um vício. Na hora que percebo, to lá, divagando sobre tudoessaí..ai...ai...
Hoje mesmo acordei toda saudosista: no ano passado, nesta mesma data, tava lá, toda redonda esperando Alicinha chegar.
Acordei, botei a piscina pra encher e brinquei com a Nina a manhã inteira.
Almoçamos na casa da tia Luzia e depois fiz a Nina dormir.
Enquanto isso fui dar uma espiada nos blogs "dazamiga" e lembro de ter deixado um comentário no blog da Pat Boudakian, dizendo que tava com 39 semanas e que a pequena não tinha dado nenhum sinal de que viria assim tão rápido (cê lembra Pat?).
Tava com um medo danado de como seria a vida depois que ela nascesse. A Nina iria suportar ter que me dividir? Eu iria dar conta das duas? Nina ficaria bem, enquanto eu ficasse no hospital? Como será que ela iria reagir com a chegada da irmã?
Ao mesmo tempo, tava tão feliz! Assim...no estilo felizona pra caramba!
Sei lá, acho que de alguma maneira sabia que aquele era o meu útimo dia de grávida.
E como eu gosto de ficar grávida!
Apreensão + felicidade: essa era eu naquele domingo, 06 de fevereiro.
À tarde, fomos na pracinha. Trenzinho, pula-pula, pipoca e algodão doce. Tem jeito melhor de acabar o final de semana?
Abracei muito a Nina. Beijei. Fiz ela dormi e acabei chorando um pouquinho ao vê-la ali tão grande, tão bonitinha...
Pedi colo pro Marcão.
Dormi agarrada nele.
Mudei de lado na cama.
Fazia um calor infernal.
O sono não vinha de jeito nenhum e mesmo depois de adormecer, acordava, acordava...
Lá pelas Cinco da manhã senti que o meu pijama tava molhado.
Fiz xixi na cama, era só isso que me faltava, pensei.
Sete horas. Levanto e, ploft, mais água.
Não é xixi. A bolsa rompeu.
Marcão, amor, liga pra todo mundo e escreve no meu blog.
A Alicinha tava chegando.




terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Se eu quero outra vida?

Oi gente!
Uma das promessas que me fiz nessa virada de ano, foi a de retomar os posts aqui no blog.
(Nem sei se vocês viram, mas o "Manhê" foi desativado momentaneamente, vai ganhar uma nova roupagem. Acabei não me adaptando por lá e decidi voltar aqui pro meu canto, pra minha casa. Confesso que perdi minha identidade quando resolvi mudar o nome do blog e, de brinde, veio a falta de inspiração. Mas já passou. Voltei, voltei!)
Estava com saudade daqui.
Muita.
E por falar nisso, ando bem saudosista.
Fiquei assim perto do aniversário da Nina e agora, a menos de um mês do primeiro aninho da Alice, de novo.
Ai...como passou rápido.
Tava grávida outro dia.
Aqueles primeiros dias. Aquele medo de não dar conta. A vontade de dormir só umas três horinhas contínuas. Passou, passou. Ops, só essa última ainda não passou!
Tudo foi ficando mais fácil. Mais gostoso, animado e intenso.
Hoje não me vejo de outro jeito.
Amo tanto.
E tem como não se emocionar vendo as meninas brincando juntas? Vendo a Nina dormir igualzinho ao Marcão, abraçada nele? Vendo a carinha de felicidade da Alicinha, depois de mamar às 4 da manhã?
Ó, não tem não.
É bom demais!
Quando os amigos grávidos nos perguntam como é que é depois dos filhos, não exitamos em responder que eles nunca mais irão dormir. Mas que não têm noção da alegria e do tamanho do amor que sentirão todos os dias.
Mentira?
Beijo em todos!
Um lindo 2012 pra vocês!



Ó nóis aqui traveis!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Nina faz 3 anos!



"Estávamos as três andando de carro, esses dias, quando toca o celular. Parei o carro (mentira, eu só diminui a velocidade ...). Era um colega do escritório fazendo perguntas sobre um determinado processo. E foi aquele juridiquês danado né!
Era, reconvenção pra lá, agravo de instrumento pra cá.
De repente, Nina, interrompe a conversa e fala:
- Ahhhhhhhh mãeeeeeee, pála de falar inglês né!
"

Esse ano, filha, diferente dos aniversários anteriores, não vou fazer post grandão contando como anda sua vida. Dá pra perceber, lendo a historinha aí de cima, o estágio atual de sua fofurice.
Parabéns, minha linda!
Te amo muito!
Prometo não falar mais inglês na sua frente, ainda mais numa sexta à tarde! Prometo!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A escola colorida

Eu e minha irmã na nossa primeira festa junina do "parquinho"...

A escola da Nina tem um projeto muito bonitinho.
Durante todo o primeiro semestre a professora retratou, num diário, a rotina das crianças. Tem fotos, histórias, mãozinhas pintadas, desenhos.
Esse diário, agora, vai para a casa de cada criança.
É a nossa vez de colaborar. Vale tudo: desenhar, colar, escrever, botar foto, contar histórias.
Fui a primeira a levar o diário pra casa, uma honra.
Ainda tô lá, envolvida com imagens, cola e pincel atômico.
Mas a primeira página já ficou pronta.
Tem um desenho da Nina, retratando a escola dela. A escola colorida, como ela faz questão de dizer.
E tem um texto meu. Esse aqui ó. Espero que gostem!

"Não é preciso muito esforço para lembrar o cheiro da sopa de macarrão que a Tia Dalva servia quando eu estava no “parquinho”.
Também me lembro do gosto do giz de cera, porque, sim, eu comi muito giz de cera e massinha de modelar.
E da areia grossa que caía no meu olho toda vez em que brincávamos com os baldinhos no tanque de areia.
Dos amigos, lembro do choro do meu primo Gustavo toda vez que chovia. Da minha melhor amiga, a Carolina e do dia em que o Alexandre roubou meu sonho de valsa e eu bati nele com minha lancheira vermelha do Snoopy.
Ah, e de quando fui noiva na festa junina.
Gostava de me sentar naquelas mesinhas conjuntas com outros colegas e de desenhar. Lembro direitinho quando consegui fazer minha primeira menina, assim, completinha: com cabeça, cabelo, olhos, nariz, boca, corpo, braços, pernas, vestido e laço de fita no cabelo. Os dedos dela eram tão compridos!
Já nas demais artes, nunca fui muito competente. Meus fantoches sempre tinham que virar monstros ou bruxas. Minhas pinturas com tinta, arte abstrata.
A música que eu mais gostava de cantar era “Fui no Itororó, beber água e não achei...”
Sinto saudade da Tia Kazume. Sua calma, entusiasmo constante e todo aquele carinho com que pegava na minha mão para tentar me ensinar a escrever o “D”.
Mundo mágico esse.
Agora, quem desfruta dessas delícias é a Nina.
Me emocionei ao vê-la pintando o muro, brincando de roda e ouvindo histórias.
Me emociono a cada dia, vendo o carinho com que é tratada na escola.
Fico orgulhosa quando ela pede pra passar em frente de sua escolinha aos finais de semana, só pra mostrar pra vovó onde é que estuda, toda feliz.
Quando a gente brinca de escola, Nina sempre quer ser a Tia Analu. Já eu sou a Alice Costa e o papai, o Augusto.
Ontem, pedi para ela desenhar a escolinha e ela fez esse desenho aí embaixo.
Quando perguntei o que achava da escola dela, de pronto, Nina disse: minha escola é colorida. Bonito, não é...
Pensando bem, também achava minha escola colorida. Acho que é por isso que tento passar, constantemente, à minha Nina, todo este entusiasmo pelo aprender.
Quem sabe um dia, não será ela quem estará escrevendo isso para os seus filhos".


Dani
Mãe da Nina
(27/06/2011)"

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Cheia de charme

No carro, voltando da escola:

"Nina, seus amiguinhos viram que você cortou o cabelo?
Ahã.
E o que eles disseram, filha? Eles gostaram?
Falalam que eu tô linda!
E você, o que disse?
Eu ri assim: rárárárárá (virando a cabeça e jogando o cabelo para o lado) e falei: ai, pála gente, vai..."

Como já disse Guilherme Arantes (tô véia e breguinha!), cheia de charme essa menina, né não?
Aposto que arrumou uns 10 pretendentes!
Tá preparado Marcão?

quinta-feira, 24 de março de 2011

Hoje

Hoje Alice aprendeu a sorrir.
Hoje Nina entrou no ballet.
E o dia de hoje, de chuvoso, de repente, ficou tão colorido...

Ass. Mãe babona!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Dani, Marcão, Nina e Alice


Ai...ai...
Como é bom voltar! Que saudade de todo mundo! Que vontade de ler os blogs e fazer comment's! De postar, de facebooktuar! De ver que a vida de vocês anda boa demais!
Feliz viu!
Demorei um pouco para dar o ar da graça porque estava em período de adaptação aqui em casa. Feito na escola, sabem.
Pois é, por mais que eu soubesse que a chegada do segundo filho não iria mudar muito as nossas vidas, porque a gente já é pai e mãe, não tinha consciência de que, ainda que mínima, essa mudança existe.
É que a gente já tinha toda uma rotininha armada: acorda cedo, leva Nina para a escola, trabalha, busca Nina, dá almoço, dá banho, faz ela dormir, leva na natação, brinca de casinha, vê DVD, janta, lê historinhas e bota pra dormir. E depois vê BBB, um filme e bota a conversa em ordem com o marido.
Daí a Alice chegou. E a ordem das coisas ficou diferente.
Teve dias que não teve almoço. Outros que o banho ficou para depois do soninho.
E teve uma mãe que chorou pra caramba por não poder dar colo pra filha mais velha quando ela pediu. Ah...esse tal de baby blues...
E também teve uma filha que adorou ganhar uma irmã, mas que queria a todo custo abrir a mão dela e colocar os dedos nos olhinhos.
E um pai que, mesmo morto de cansaço, brincou de boneca com a filha mais velha até a meia noite de um sábado.
E uma bebê, linda, gostosa, fofa que dormia quase que o dia inteiro e ficava acordada durante a noite. Que dá sorrisinhos pra mãe depois que mama. Que adora ficar deitada no peito antes de ir pro berço. Que quase não chora. Que tem um bafinho de leite delicioso. E o melhor cheiro do mundo. Que presta atenção quando a gente conversa com ela. E, que, sem dúvida nenhuma, chegou para trazer ainda mais alegria pra essa casa.
E foi assim que a gente encontrou novos contornos pra nossas vidas.
E foi assim que a gente se descobriu de novo, agora como Dani, Marcão, Nina e Alice!

PS:
Beijo grande em todo mundo que desejou "tudimbom" pra gente. Nossa, vocês não têm noção do quanto é gostoso receber tanto carinho assim!
Ah... e o blog vai mudar de nome sim! Com direito a layout novo e tudo! Me aguardem!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Muito prazer,


Isso!
A mais nova menina daqui de casa, nasceu na última segunda, 07 de fevereiro, às 8:25 da manhã, pesando 3,305 kg, medindo 50 cm, com cabelo pretinho e a cara da irmã!
Estamos prá lá de felizes!
(e a mamãe aqui anda ultra ocupada entre mamadas, fraldas, noites sem dormir e se equilibrando para dar colo para duas ... por isso, sorry, amigas do meu coração, pela falta de notícias! Prometo que volto com calma pra contar tudinho! Valeu , queridona, por ter contado no seu blog sobre a novidade...sabia que eu pensei em te ligar pra pedir para você fazer justamente isso! Marido não conseguiu postar aqui...)
Beijo em todo mundo!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sim !!!


E há cinco anos atrás a gente disse sim!!!
Viva!
PS: Má, a declaração de amor eu prefiro fazer ao vivo tá!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Coisas de irmã mais velha

Eu e Nina estávamos na fila para comprar pão no supermercado ontem à noite.
Na nossa frente tinha um casal com uma menina de, mais ou menos, 1 ano.
Nina olha prá ela e diz: "Imé que cê chama?"
O pai responde: Bia. E pergunta: e você?
Ela, toda simpática, devolve:
"Nina, e essa aqui, colocando a mão na minha barriga, é minha "imã".
Fofa não, né?
Sei que a fila toda deu risada da pequena e a senhora que estava atrás de mim insistiu, por mais de 40 minutos, prá que eu doasse minha filha prá ela!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Outra carta

Nina, quando você fez 11 meses, a mamãe te escreveu uma carta.
Agora, um ano depois, resolvi te escrever de novo que é prá te contar da nossa vida desde lá.
Filha, nesse último ano você descobriu o mundo e, por tabela, deu outros olhos e outro jeito de enxergar a vida para mim e para seu pai.
Você aprendeu a falar, assim, direitinho, com todos os "esses". Eu deixei de ser a "mãmã" e passei a ser a "mamãezinha linda". Já o "papá" virou o "papaizão Macão". Hoje em dia você fala frases complexas, como aquela que saiu outro dia na casa da vovó, quando estava dentro do cercado de seus primos: "Socolo, me tila daqui que eu to pesa!".
Você continua dando trabalho para comer. Seu paladar é apurado, quando o assunto é comida salgada. Gosta de batata frita, pipoca, arroz, picanha, ovo de codorna e, acreditem, de quiabo frito. Mas doce, você não recusa não. Vai do brigadeiro à bala de coco, passando pelo doce de leite e pelo danoninho.
Você é super simpática. Conversa com quase todo mundo. Só não consegue encarar pessoas vestidas de branco ou de jaleco, porque, né, seria demais ter simpatia com a trupe dos médicos. E por falar nisso, você odeia ir ao médico, ao hospital, tomar vacina e remédio. Quando chegamos perto da rua onde fica o hospital daqui, você já começa a falar "não, não, não".
E com razão, né! Nesse último ano você pegou virose de tudo quanto é jeito: com febre, vômito e diarréia. Teve dor de garganta e dor de ouvido. Teve assadura. Ontem pegou estomatite. E, outro dia, quebrou a clavícula...
Você entrou prá escola. Descobriu o que é ter amigos e como é gostoso abraça-los quando os encontra sem querer em alguma festinha. Também descobriu que a "Tia Cau" e a "Tia Naná" tem colinhos prá lá de bons e que elas são divertidas demais, porque te ensinaram a sujar as mãos com tinta e cola com gliter, que não sai da roupa nunca mais.
Ah...e você andou de avião e conheceu o mar.
E aprendeu a fazer birra e mostrar a lingua.
Você não tem medo do escuro.
Você é são paulina, daquelas que dá beijo no escudo do time da camiseta do papai.
Você acorda e dá bom dia para Mel, que te dá uma lambida, todos os dias.
Você pula, corre, pula, dá risada alta, pula de novo e assusta a gente dizendo que a "buxa" vem pegar. E pula de novo!
Se paixonou pelo Rato do Palavra Cantada, pelos Backyardigans e pela Minnie. Mas não pode nem ver a capa do DVD do Cocoricó, sei lá porque.
Você demora a dormir. Só se cansa lá pelas 11 da noite.
Mas quando dorme, ainda fica com aquela cara de anjinho...(suspiros...).
Você está vivendo sua primeira Copa. Se vestiu de verde e amarelo, fez barulho com a tal da vuvuzela, gritou "gol do Basil!" e anda rezando, como a gente, para que o "Basil" fature mais essa!
Você faz carinho, dá beijo e abraço. Adora ir prá cama da mamãe e do papai lá pelas seis da manhã.
E aperta os olhos quando a gente pede para fazer pose prá foto.
Ah...e você dançou na festa junina da escola, fazendo a gente chorar na platéia.
E, finalmente, você ganhou um enorme presente outro dia atrás: um irmão.
Filha, "o irmão" (é assim que você fala quando olha prá minha barriga) ainda não deu as caras por aqui. Tá aqui dentro da mamãe crescendo, crescendo, prá chegar cheio de vida, nas nossas vidas. E quando isso acontecer, você vai ver, querida, como é incrível ter um irmão.
Viu, filha, como o mundo se abriu prá você nesse último ano?
Estar do seu lado, te acompanhando nessa viagem, é a coisa mais emocionante que já me aconteceu.
E ver o mundo, assim, sob o seu ponto de vista é apaixonante.
Te amo.
Te amamos.
Mamãe, papai e irmão.

Nós quatro

terça-feira, 22 de junho de 2010

Só love, só love

Tinha muito medo de não gostar do novo bebê, assim, desse tanto, que eu gosto da Nina.
Sério, desde que me descobri grávida, perdi noites de sono pensando nisso.
Mas ontem, ao ver o bebê pela primeira vez, tão pequenininho dentro de mim e já com um coração batendo a mil, não segurei minha emoção, e todo aquele medo, de repente, perdeu o sentido.
O amor não se divide. Se multiplica, gente!
E como é bom ficar inundada de amor!

PS: segundo o ultra, estou com 6 semanas e 3 dias de gestação e o bebê, que ontem tava com 0,45 cm, chega em fevereiro, perto do dia 13.
Iupi!!!!

terça-feira, 13 de abril de 2010

É isso aí...

Hoje participei da primeira reunião pedagógica na escola da Nina.
Cheguei e a professora me entregou uma pasta cheia de trabalhos da pequena.
Em meio aquele monte de desenhos coloridos, colagens com papel rasgado e rabiscos fora dos contornos, encontrei uma folha que me chamou mais atenção que as outras.
Sobre um papel branco, havia vários traços em tom azul, com as palavras: mamãe, papai e Mel.
Perguntei à professora, o porquê dessas palavras.
Ela disse, então, que essa foi a primeira atividade livre que havia feito com as crianças (sem tema próprio). E que, quando perguntou para a Nina o que havia desenhado, ela disse as palavras acima, que foram, de pronto, registradas pelas "tias" na folha.
Não aguentei, chorei lá mesmo.
Mamãe, papai e Mel. Nossa familinha.
É, Marcão, acho que a gente tá no caminho certo...

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