segunda-feira, 29 de abril de 2013

UFC, versão lá em casa!

No dia em que acorda toda animada pra falar de treino, meia maratona e calos nos dedos dos pés, você não consegue pensar em mais nada a não ser no show que a filha menor deu na hora do almoço.
Com vocês, Alicinha, em seu mais novo espetáculo:  Birra de UMA HORA E MEIA!

Choro, grito, pontapés, "sijogadas" no chão.
Iogurte voando na TV.
Puxão de cabelo na mãe.
Tapas no sofá.
Infindáveis "nãoooooos" e "ahhhhhhhs".
Rangido de dentes.
Não quis arroz, nem feijão, nem chocolate, nem leite, nem chupeta.
Não queria o colo, não queria a cama.
A água do banho quentinha, sempre bem-vinda nestas horas, só serviu para aumentar ainda mais o desespero.
Abracei, fiquei brava.
Conversei meiguinha, fui durona.
O pai tentou, a tia tentou, a irmã tentou.
Contorcionismo.
Olhou feio pra cachorra.
Mandou a galinha pintadinha pro canto.
Cansou devagarinho.
Depois quis brincar com massinha.

Nocaute!



Vai ter de novo, filha?




segunda-feira, 22 de abril de 2013

Vai Dani!

Como bem disse a dona Roberta (blogueira musa amada amiga mamatraca, que agora tem coluna no UOL, veja que coisa mais phina!), ao comentar meu último post, a maioria dos blogs "das antigas" vêm passando por essa mesma crise existencial.
Mudança de interesses - está aí um dos fatores que junto com a modernidade do instagram - me fizeram fugir desse espaço.
E já que o blog tem também o meu nome, a partir de agora,  uma nova coluna vai surgir por aqui:
Vai Dani! 
O assunto: cof, cof, cof - já que agora eu sou uma pessoa atleta saudável - mais cof, cof, cof, essa minha nova vida!
Todo mundo batendo palma, por favor!
Alimentação, corrida, suco verde, creme para redução de barriga, panqueca de whey protein.
Tudo isso e muito mais agora neste blog, só pra vocês, meus queridos!
Ah... e sobre os dias que eu desanimo de tomar banho às 23:30 depois de correr, sobre a vontade que eu tenho de comer pizza toda vez que vejo salada de alface com tomate (e o marido come a tal da pizza do meu lado!), sobre a arte de recusar coxinhas cremosas nos aniversários dos amigos das meninas, sobre todos os pensamentos que vêm a tona quando escuto "I feel so close" no último volume no quilômetro 7, sobre como não resistir à feijoada do final de semana ...
Enfim, não esperem foto do abdome sarado - isso vocês encontram de monte seguindo os blogs das saradas da moda!
Não que o meu não seja (ri alto agora!), mas aqui é real life!
Vem comigo?


Família Bolt reunida - pronta para o ataque!


sábado, 13 de abril de 2013

É o fim ?

Na madrugada de terça pra quarta, depois de levantar 3 vezes da cama, não mais consegui dormi.
Eram 4:30 da manhã e questões filosóficas existenciais bloguísticas invadiram meu pensamento.
Óhhhh!!!
Lembrei das noites em que perdi o sono escrevendo posts mentais para esse meu blog.
E pensei no tanto que o tadico estava aqui abandonado.
Seria o fim do "Dani, Marcão, Nina e Alice"?
Confesso que pensei em acabar com a brincadeira. Mas me deu um nó no peito. Eu gosto daqui, gosto de saber que as pessoas vêm aqui. Gosto mais ainda da idéia de que um dia as meninas irão ler o que escrevi.
Então por que eu sumi?
Sinceramente, acho que sucumbi ao mundo moderno, onde imagens e frases curtas parecem mais importantes que um post longo sobre uma viagem bonita.
De uns meses pra cá, postar foto no instagram me pareceu mais interessante do que vir aqui contar que a Alice desfraldou.
Todos aqueles efeitos retrô, todas as hastags, todos aqueles montes de coraçõezinhos.
Todos os 30 comentários.
Não resisti. Fui seduzida.
E teve dia, pasmem, que eu nem lembrei desse blog.
Até que, na calada da noite, despertei com uma vontade imensa de escrever. De voltar.
E foi aí que eu percebi que uma coisa completa a outra.
Uma história ilustrada é bem mais divertida do que só uma imagem com legenda bonitinha e curta.
Não basta mostrar isso aqui:


Tenho que dizer que esta foi uma das viagens mais incríveis que a gente fez e que é impossível não olhar essa foto e não se sentir abençoado.
Ou isso:



Isso e isso:


Sem dizer o quanto essas meninas enchem minha vida de alegria, de noites sem dormir, de frases engraçadas, de choro, de emoção, de cansaço, de amor, muito amor, de vida.
E de mais um monte de coisa! De histórias que precisam ser contadas!
Nem que seja apenas para mim mesma.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Sobre o que eu não sei

Já ensaiei vários textos sobre a questão carreira -x- maternidade.
Em alguns momentos enalteci a carreira, defendi a Claudinha Leite que deixou o filho recém nascido e foi cantar no trio elétrico.
Em outros, não me aguento de saudade das meninas, acho que ando perdendo coisas importantes da vida e quero correr pra casa pra cheirar o cangote delas.
Em ambos os casos, os posts ficaram sem conclusão.
Libriana até o último fio de cabelo eu não me decido sobre isso (morro todo dia pra escolher o sapato que coloco, imaginem!!!).
Acho lindo, maravilhoso ser mãe em tempo integral. Tenho inveja de quem leva essa vida. Porque deve ser bom demais estar ali, toda hora.
Mas também admiro as executivas de terninho, determinadas.
Em meio a essa bagunça da minha cabeça, acabei achando um jeito de me encaixar.
Flexibilizei meus horários. Trabalho e faço coisas só pra mim (ginástica e unha, por exemplo) no horário em que elas estão na escola. Concentrei as atividades extras delas para o final da tarde, perto das 17 horas, quando posso sair do escritório para acompanhá-las.
Muitas vezes levo trabalho pra casa e vou dormir às duas da manhã para acabar um prazo.
Perfeito, né não?
Não!
Tem dia que acho que estou fazendo tudo errado!
Me questiono, choro, decido que vou mudar de vida, escrevo posts inacabados - como este.
Sim, porque acho que esse dilema pra mim é infinito.
Certo é que gosto sim do que faço, mas gosto mais da minha família.
Se fosse pra escolher, não teria dúvidas.
Mas quem disse que que eu tenho que escolher?

(aff, vou parar com essa loucura por aqui e correr lá no Mamatraca pra ver textos melhores sobre o assunto, já que o meu ficou bem malucão! Se eu fosse você, viria comigo!)


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sobre o tempo...

Constatar que as meninas estão crescendo dói.
Se tem uma coisa nessa vida de mãe que não sei lidar direito, é isso.
Hoje de manhã desabei no choro ao deixar Nina na sala dela.
Tão grande, tão moça, tão independente, tão na escola, tão quase terminando o ensino infantil, tão já sabendo escrever o nome dela e de todo mundo de casa, tão cheia de palavras, de opiniões, tão sem nenhum resquício daquele bebê que nasceu outro dia.
Foi inevitável não me sentir pequenininha diante da imensidão dela.
E o tempo vai continuar passando rápido demais...

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