terça-feira, 8 de junho de 2010

Lições

Essa história da quebradeira da Nina me trouxe algumas lições, daquelas que vão ficar prá vida toda.

A primeira: constatar que não é nada fácil ser pai e mãe. Sei lá, mas tirando aquele primeiro mês de vida, em que o bebê chora mesmo, achei bem fácil essa vida de mãe. Nina é uma criança bem tranquila. Quase não chora. Dorme (na maioria dos dias) bem. Come coisa nutritiva, ainda que como um passarinho. É alegre, simpática, falante. Gosta de dançar e já canta um monte e musiquinha. Enfim, dessas crianças que enchem os pais de uma alegria incomensurável a cada nova gracinha que faz.
Isso tudo é fácil.
Difícil mesmo foi vê-la chorar de dor e não poder fazer nada. Difícil está sendo ver ela fazer tudo com a mão direita, porque o lado esquerdo ainda dói. Difícil ver ela chorar ao se virar do lado esquerdo da cama. Mais difícil ainda é saber que, mesmo sendo responsáveis por ela, não conseguimos evitar que isso acontecesse. O nó na minha garganta ainda está latente.
Tudo bem, concordo que posso não ter sido culpada pelo acidente. Eles acontecem mesmo. Mas a culpa vai além disso. Sinto culpa por ter acreditado que ela poderia ficar, ainda que por alguns minutos, sem o meu olhar protetor de mãe.
Tinha me esquecido desse outro lado. Do lado "black" da coisa.
Nisso, o tombo até que ajudou. Me deixou mais alerta, mais atenta e me mostrou que não existe vida 100% cor de rosa. Às vezes é difícil mesmo. Outras mais fáceis, mas tranquilas. Viver é assim mesmo. (Tudo bem, Manoel Carlos, pode me chamar que eu aceito o cargo de roteirista da sua próxima novela...).

A segunda: unir, ainda mais, eu e Marcão. É nesses períodos "brabos" que se vê até onde nosso amor é capaz de ir. Sei que na hora do susto a gente fala bobeira, fica nervoso e até bate as portas. Isso tudo passa, é esquecido. O que fica é a lembrança daquele abraço de alívio por não ter acontecido nada de mais grave com a pequena e as juras de que, seja o que vier, enfrentaremos juntos. É bola no peito e gol ... é gol amor!

A terceira: perceber que ainda existe muita gente boa nesse mundo. Gente que, sem ao menos me conhecer, é capaz de deixar tantos recados lindos que confortaram o coração desta mãe que vos fala. Essas são vocês ( Paula, Rô (do Noah), Fer (Mamma Mini), Flávia (avassaladora), Fer (mãe do Pitos), Rê, Mari, Paloma, Lia, Fabíola, Pat, Letícia, Ara, Flávia (Astronauta), Rô (da Luisa e da Rafa, Nine e Dione).
Obrigada, obrigada, obrigada.
Vocês arrasaram, como sempre!

9 comentários:

Paloma, a mãe disse...

Adorei isso, porque, sem querer ser piegas, a gente aprende mesmo um monte de coisa com estes momentos mais difíceis 9da maternidade e da vida). Concordo com todas as lições, a número 2 é linda e a 3 é um conforto e tanto, né? Amo esta solidariedade entre mães.
Beijos

Denise disse...

Agora fui eu quem ficou com um nó na garganta...
A minha pequena é exatamente como tu descreve a Nina, da um orgulho enorme ser mãe de uma baby tão querida. A Elisa nunca me deu nenhum trabalho e isso às vezes me faz pensar que ser mãe é fácil.Que ilusão!
Chego a sentir contigo a angústia de saber que não poderemos proteger sempre e que os riscos estão em todo lugar.

Letícia Volponi disse...

Dani, adorei o post e me identifiquei muito. No primeiro tombão da Laura ela cortou o nariz e eu fiquie me sentindo exatamente como você. Eu e o maridão brigamos enquanto iamos para o hospital, mas o abraço no final põe tudo de volta nos eixos.
Melhoras para a pequenininha. Põe ela para ver procurando Nemo. Ele tem uma nadadeira machucada e ainda assim faz um monte de estripolias.

Nine disse...

Oi Dani! Obrigada pelo recadinho lá no blog! Com certeza vou me lembrar dele na próxima crise para me confortar, juntamente com o sonho da filha mutante, rsrsrs. Esse negócio de na hora do aperto a gente brigar, bater porta, falar coisas "infaláveis" acontece sempre, mas como vc disse, aquele abraço no final, põe tudo no lugar, né? Beijos para vc e melhoras para a pequena Nina!

Paula Dreger disse...

Oi Dani,
Estive um pouco ausente e só agora vi seus posts sobre o acidente com a Nina.
Sinto muito querida!
Imagino a sua dor em vê-la assim. Acho que todas as mães sabem ou imaginam o que você está sentindo. Mas acredito que as crianças tem um grande poder de recuperação e a Nina logo logo vai estar brincando um monte por aí e nem vai lembrar disso. E você também! Quer dizer, lembrar você sempre vai, mas a sua dor vai passar.
Estou rezando para o tempo ser generoso e passar rápido para vocês.
Um beijo,
Paula

Tati Schiavini disse...

Imagino o desespero ao ver a pequena cair e se machucar, mas graças a Deus crianças se recuperam mais facilmente. Beijos pra vocês!

Fabiola disse...

Dani,
Adorei o post.. concordo em tudo com o que vc falou...
Com destaque para esse mundo bloguístico! nossa, como me ajuda!! fica parecendo que não estamos sozinhas... e só mães para entender os nossos sentimentos, neuras e aflições, né?? :)
Eu que agradeço a oportunidade de partilhar o crescimento da Nina! é muito bom.. :)

Patricia disse...

Lindo post Dani. E que incrível é ter alguém do lado para atravessar os momentos mais difíceis. Não tem preço.
Melhoras rápidas para a Nina!!!

piscardeolhos disse...

menina, e se eu disser que fiquei horas pensando na nina e disse pro maridão "acho que vou pedir o tel dela pra dar uma força"
hahahaha, esse mundo virtual é bem louco!
beijão e melhoras rápidas!

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