quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Zédocaixão ...

Quase meia noite de ontem, eu, insone, fuçando no instagram vejo um post da Giuliana Vaia (a mãe da Lulu Linda!) com a foto de duas bonecas: uma fantasma e outra voando. A legenda: medo delas! Comentei, ri e lembrei de uma historinha bem zédocaixão que me aconteceu outro dia.
E aí veio a vontade de contar. Não no face, não no insta. Mas aqui.
Entonces, senta, pega a pipoca, cruza os dedos e escuta!


"Noite tranquila. Inacreditavelmente, Alicinha dorme sem me chamar nenhuma vez. Aproveitando a calmaria, me jogo em sono profundo, daqueles que a gente até baba no travesseiro.
No auge do descanso, eis que escuto, vinda sei lá de onde, uma voz metálica de mulher dizendo: "cinco da manhã, hora de acordar."
Penso que é sonho, que é coisa da minha cabeça cansada.
Minutos depois, ela vem de novo: cinco e quinze da manhã, hora de acordar.
Dou um pulo na cama. Caramba. Tem mesmo uma voz falando comigo.
"Marcão, acorda. Tem uma coisa muito esquisita acontecendo, escuta".
Silêncio.
Nada de ninguém falar.
Levo um fumo do marido e tento dormir de novo.
Mas com um olho aberto. Pra ver de onde vinha aquilo.
"Cinco e meia da manhã, hora de acordar".
Ai Jesus!
Olho pro Marcão e ela tá lá, ferrado no sono.
Balanço a cabeça e tento pensar no caso: só pode ser algum brinquedo que tem a função despertador.
Corro pro quarto, abro as caixas e vejo o notebook da Barbie, mas cadê essa função despertador?
Mexo em todas as bonecas. Tem a que chora, a que ri, a que fala 20 frases. Mas nenhum que fala a hora.
Começo a achar que tô enlouquecendo mesmo. Ou que, realmente, tem alguém querendo falar comigo.
Volto pra cama. Coloco o travesseiro na cara e escuto: cinco e quarenta e cinco da manhã, hora de acordar.
Rezo, rezo, rezo.
Penso em todos os filmes de terror. Penso no Toy Story.
Até que pouco antes das seis, volto pro quarto de brinquedo, sento no meio dele, coloco todas as bonecas das meninas ao meu redor e escuto: seis da manhã, hora de acordar.
Mas quem é?
Nenhuma mexeu a boca. Nenhum gesto. Nada.
Começo a falar: gente, eu tô aqui. Se tem alguém querendo falar comigo, manda bala. Tô aqui. Amiga, vim pra ajudar. E.T., casa, telefone.
Espero mais uns dez minutos e nada.
Mas meia hora e nada.
Levanto brava. Bem na noite de alforria da Alice, o raio da boneca, ou sei lá quem, decide me acordar.
Acordo todo mundo, mando pra escola, vou trabalhar.
Meio dia encontro a babá, que é ligada nessas coisas sobrenaturais, conto a história e pergunto se ela lembra de alguma Barbie Despertadora de Mãe.
Ela ri copiosamente.
Possuída? Penso...
Então que ela conta que esqueceu o celular lá em casa e que a função despertador do aparelho é assim: manda a gente levantar as cinco da manhã, as cinco e quinze, cinco e meia, cinco e quarenta e cinco, seis, conversando, assim, com essa voz de mulher metalizada...
Sem palavras.
Só consigo dizer: pô Selma, bota uma musiquinha nesse troço filha..."

FIM.

PS: Saudade imensa de escrever. No caderninho de promessas pra 2014 taí uma coisa que quero fazer de novo. E muito.

PS: já contei uma vez isso aqui no blog, vi agora, de outro jeito...  Mas resolvi deixar essa história de novo, pelo climinha terror do insta de ontem e pela vontade imensa de escrever aqui...



domingo, 7 de julho de 2013

A geladeira azul

Queria lembrar mais da época que tinha 2 ou 3 anos de idade.
De vez em quando, alguns momentos surgem na minha cabeça e eu não sei ao certo se foram reais.
Minha mãe grávida, por exemplo. Eu vejo ela descendo uma escada, de vestido e cabelo longo, com uma mamadeira na mão. Acho que era um hotel, porque era um salão grande, com várias mesas.
Ela não lembra dessa cena. Mas diz que quando estava esperando minha irmã, fomos passar uns dias em Poços de Caldas.
Também me vem a cabeça, vez ou outra, a seguinte cena: eu, de calcinha, sentada num toco de árvore no chão. De repente, sinto uma picada, duas, três, dez. Choro e minha mãe me pega no colo e sai gritando que eu tinha sentado num formigueiro. Essa, dizem, foi real!
Mas o que não não sai da minha cabeça é a imagem da geladeira azul que tinha na casa da minha vó.
Lembro do dia que ela chegou. E do lugar que ela foi colocada, na cozinha de fora da casa, onde antes existia uma vermelha velhinha.
Sob a porta, a marca reluzente: Consul.
Quando cheguei perto admirei a imensidão do eletrodoméstico.
E isso era um problema, já que lá eram guardados todos os doces que ela fazia.
Para lá eram enviados o doce de leite branquinho e cremoso, o doce de abóbora, a goiabada, a bananada e o meu favorito desde sempre: o doce de mamão em calda.
Muitas vezes, lembro de ficar na espreita, esperando alguém abrir a porta da geladeira para atacar e roubar lascas finíssimas e transparentes do mamão cheirando a açúcar e cravo.
Ah...que cheiro era aquele!
Cheiro de casa de vó. De carinho e aconchego. De colo. De sorrisos ao me ver tentar escalar a geladeira azul.
De uma saudade imensa.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

UFC, versão lá em casa!

No dia em que acorda toda animada pra falar de treino, meia maratona e calos nos dedos dos pés, você não consegue pensar em mais nada a não ser no show que a filha menor deu na hora do almoço.
Com vocês, Alicinha, em seu mais novo espetáculo:  Birra de UMA HORA E MEIA!

Choro, grito, pontapés, "sijogadas" no chão.
Iogurte voando na TV.
Puxão de cabelo na mãe.
Tapas no sofá.
Infindáveis "nãoooooos" e "ahhhhhhhs".
Rangido de dentes.
Não quis arroz, nem feijão, nem chocolate, nem leite, nem chupeta.
Não queria o colo, não queria a cama.
A água do banho quentinha, sempre bem-vinda nestas horas, só serviu para aumentar ainda mais o desespero.
Abracei, fiquei brava.
Conversei meiguinha, fui durona.
O pai tentou, a tia tentou, a irmã tentou.
Contorcionismo.
Olhou feio pra cachorra.
Mandou a galinha pintadinha pro canto.
Cansou devagarinho.
Depois quis brincar com massinha.

Nocaute!



Vai ter de novo, filha?




segunda-feira, 22 de abril de 2013

Vai Dani!

Como bem disse a dona Roberta (blogueira musa amada amiga mamatraca, que agora tem coluna no UOL, veja que coisa mais phina!), ao comentar meu último post, a maioria dos blogs "das antigas" vêm passando por essa mesma crise existencial.
Mudança de interesses - está aí um dos fatores que junto com a modernidade do instagram - me fizeram fugir desse espaço.
E já que o blog tem também o meu nome, a partir de agora,  uma nova coluna vai surgir por aqui:
Vai Dani! 
O assunto: cof, cof, cof - já que agora eu sou uma pessoa atleta saudável - mais cof, cof, cof, essa minha nova vida!
Todo mundo batendo palma, por favor!
Alimentação, corrida, suco verde, creme para redução de barriga, panqueca de whey protein.
Tudo isso e muito mais agora neste blog, só pra vocês, meus queridos!
Ah... e sobre os dias que eu desanimo de tomar banho às 23:30 depois de correr, sobre a vontade que eu tenho de comer pizza toda vez que vejo salada de alface com tomate (e o marido come a tal da pizza do meu lado!), sobre a arte de recusar coxinhas cremosas nos aniversários dos amigos das meninas, sobre todos os pensamentos que vêm a tona quando escuto "I feel so close" no último volume no quilômetro 7, sobre como não resistir à feijoada do final de semana ...
Enfim, não esperem foto do abdome sarado - isso vocês encontram de monte seguindo os blogs das saradas da moda!
Não que o meu não seja (ri alto agora!), mas aqui é real life!
Vem comigo?


Família Bolt reunida - pronta para o ataque!


sábado, 13 de abril de 2013

É o fim ?

Na madrugada de terça pra quarta, depois de levantar 3 vezes da cama, não mais consegui dormi.
Eram 4:30 da manhã e questões filosóficas existenciais bloguísticas invadiram meu pensamento.
Óhhhh!!!
Lembrei das noites em que perdi o sono escrevendo posts mentais para esse meu blog.
E pensei no tanto que o tadico estava aqui abandonado.
Seria o fim do "Dani, Marcão, Nina e Alice"?
Confesso que pensei em acabar com a brincadeira. Mas me deu um nó no peito. Eu gosto daqui, gosto de saber que as pessoas vêm aqui. Gosto mais ainda da idéia de que um dia as meninas irão ler o que escrevi.
Então por que eu sumi?
Sinceramente, acho que sucumbi ao mundo moderno, onde imagens e frases curtas parecem mais importantes que um post longo sobre uma viagem bonita.
De uns meses pra cá, postar foto no instagram me pareceu mais interessante do que vir aqui contar que a Alice desfraldou.
Todos aqueles efeitos retrô, todas as hastags, todos aqueles montes de coraçõezinhos.
Todos os 30 comentários.
Não resisti. Fui seduzida.
E teve dia, pasmem, que eu nem lembrei desse blog.
Até que, na calada da noite, despertei com uma vontade imensa de escrever. De voltar.
E foi aí que eu percebi que uma coisa completa a outra.
Uma história ilustrada é bem mais divertida do que só uma imagem com legenda bonitinha e curta.
Não basta mostrar isso aqui:


Tenho que dizer que esta foi uma das viagens mais incríveis que a gente fez e que é impossível não olhar essa foto e não se sentir abençoado.
Ou isso:



Isso e isso:


Sem dizer o quanto essas meninas enchem minha vida de alegria, de noites sem dormir, de frases engraçadas, de choro, de emoção, de cansaço, de amor, muito amor, de vida.
E de mais um monte de coisa! De histórias que precisam ser contadas!
Nem que seja apenas para mim mesma.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Sobre o que eu não sei

Já ensaiei vários textos sobre a questão carreira -x- maternidade.
Em alguns momentos enalteci a carreira, defendi a Claudinha Leite que deixou o filho recém nascido e foi cantar no trio elétrico.
Em outros, não me aguento de saudade das meninas, acho que ando perdendo coisas importantes da vida e quero correr pra casa pra cheirar o cangote delas.
Em ambos os casos, os posts ficaram sem conclusão.
Libriana até o último fio de cabelo eu não me decido sobre isso (morro todo dia pra escolher o sapato que coloco, imaginem!!!).
Acho lindo, maravilhoso ser mãe em tempo integral. Tenho inveja de quem leva essa vida. Porque deve ser bom demais estar ali, toda hora.
Mas também admiro as executivas de terninho, determinadas.
Em meio a essa bagunça da minha cabeça, acabei achando um jeito de me encaixar.
Flexibilizei meus horários. Trabalho e faço coisas só pra mim (ginástica e unha, por exemplo) no horário em que elas estão na escola. Concentrei as atividades extras delas para o final da tarde, perto das 17 horas, quando posso sair do escritório para acompanhá-las.
Muitas vezes levo trabalho pra casa e vou dormir às duas da manhã para acabar um prazo.
Perfeito, né não?
Não!
Tem dia que acho que estou fazendo tudo errado!
Me questiono, choro, decido que vou mudar de vida, escrevo posts inacabados - como este.
Sim, porque acho que esse dilema pra mim é infinito.
Certo é que gosto sim do que faço, mas gosto mais da minha família.
Se fosse pra escolher, não teria dúvidas.
Mas quem disse que que eu tenho que escolher?

(aff, vou parar com essa loucura por aqui e correr lá no Mamatraca pra ver textos melhores sobre o assunto, já que o meu ficou bem malucão! Se eu fosse você, viria comigo!)


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sobre o tempo...

Constatar que as meninas estão crescendo dói.
Se tem uma coisa nessa vida de mãe que não sei lidar direito, é isso.
Hoje de manhã desabei no choro ao deixar Nina na sala dela.
Tão grande, tão moça, tão independente, tão na escola, tão quase terminando o ensino infantil, tão já sabendo escrever o nome dela e de todo mundo de casa, tão cheia de palavras, de opiniões, tão sem nenhum resquício daquele bebê que nasceu outro dia.
Foi inevitável não me sentir pequenininha diante da imensidão dela.
E o tempo vai continuar passando rápido demais...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

História de terror

Cinco e vinte da manhã. 
Milagrosamente Alicinha dorme até o momento sem acordar nenhuma vezinha que seja.
Tudo escuro.
De repente o silêncio é interrompido por uma voz que diz:
5:20 - hora de acordar
5:20 - hora de acordar
5:20 - hora de acordar
5:20 - hora de acordar
Que qué isso?
Que porcaria de voz é essa?
Hora de acordar o quê?
Saltei da cama!
Foi sonho?
Fui até o quarto das meninas e elas dormem bonitinhas da silva.
Voltei pro meu quarto meio zonza. Tentei acordar o marido, em vão.
Deve ter sido sonho. Pesadelo. Sei lá.
Ajeitei minha cabeça no travesseiro de plumas delicinha, pensei que eu estava ficando doida mesmo, fechei os olhos e engatei no sono.
Não deu tempo nem de fechar o segundo olho e lá vem a voz metálica aterrorizante de novo:
5:40 - hora de acordar
5:40 - hora de acordar
Em um segundo já tava no quarto de brinquedo procurando a (filadap...) da boneca que tava fazendo aquilo comigo!
Desde quando boneca vem com despertador Brasew? Heim? Heim?
Mas não deu tempo. Logo a voz se calou.
De madrugada, no meio da escuridão do quarto de brinquedo, rodeada por bonecas descabeladas (algumas sem cabeça) foi impossível não lembrar do Chuck, aquele brinquedo assassino. 
Mas não senti medo não. Tava tão nervosa e com tanto sono que eu queria mais era esganar o dono daquela voz!
Fechei a porta do quarto (pra tentar abafar o barulho) e fui pra cama.
Tentei dormir.
Tentei dormir.
Por três vezes tentei dormir.
Às 6:00 da manhã o galo cantava do lado de fora e dentro de casa a voz de novo me lembrava que era hora de acordar...
Imediatamente lembrei do computador da Barbie. Sim! Só podia ser ele! Porque o negócio já tava velho (era da Ciça) e tinha tomado chuva, por certo, tava dando piti.
Abri o brinquedo e procurei, procurei, procurei a função despertador. 
Não tinha a função despertador.
Nem nada parecido.
Voltei pra cama as 6:10 e, adivinhem que apareceu às 6:20? E às 6:40? 
Esse foi o último horário que ouvi o tal do "hora de acordar". 
Depois adormeci.
Sonhei que a Ivete Sangalo era minha amiga e que a gente estava no maio papo. Bem "Best Friend Forever" mesmo.


PS: na hora do almoço contei essa história pra Selma, a babá das meninas. Pedi pra ela me ajudar a encontrar o brinquedo que fez aquilo comigo a noite. Rindo, rindo muito, ela me disse que tinha esquecido o celular dela lá em casa e que tinha vindo dali a voz metálica da "hora de acordar". Bonito!!!!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Qualquer semelhança é mera coincidência

Mãe estaciona o carro na porta do supermercado, perto das 19 horas de ontem. Diz sorridente e empolgada para as filhas que estavam ali apenas para comprar umas frutinhas. Promete rapidez!
Ninguém quer descer do carro. A Filha 1 diz que está com sono, que quer dormir, mas não consegue e buáááááá!!!!
A Filha 2, acompanha a negativa, dizendo "Não quelo! Quelo o "lelógio do sapo"...buááááá!!!!
Puxa daqui, explica dali, pega o relógio do sapo, conta que o coelhinho da páscoa vai estar no mercado.
Infalível!
Todas descem.
Mãe coloca a Filha 2 na cadeirinha do carrinho e pendura a Filha 1 na borda. Respira, faz o nome do pai mentalmente e entra.
Primeira parada: flores. A Filha 2 pega rosas pink. A Mãe pega outro maço de rosas rosas e entrega para a Filha 2, toda empolgada, pensando no lindo vaso que teria em casa. Filha 2 chora, quer rosa pink, feito a irmã. Mãe devolve as rosas rosas. Pega as pinks e entrega para a criança, que, em 1 minuto, arranca todas as pétalas das flores. 
Segunda parada: frutas. Cadê a cereja que estava em promoção? Procura e não acha. Reclama. Espera o funcionário ver se tem mais. Filhas descem do carrinho. A emoção vai começar. Correm entre abacaxis e laranjas. Colocam abacate no carrinho. A Filha 2 se joga na cebola. A filha 1 diz que encontrou limão. Mãe pede para a Filha 1 ajudá-la com a irmã mais nova. Ela pega a mão da irmã e juntas vão ver os peixes. A distância é pouca. Dá pra ficar com um olho na cenoura e outro lá no camarão. As meninas correm e vêm contar que viram um tubarão. Pedem para a Mãe ir vê-lo também. Ela abandona a abobrinha e acompanha as meninas. Sim, há um tubarão desenhado na parede. Deixa as crianças por lá e corre pra ver se as cerejas chegaram.
Frutas no carrinho. Vamos às carnes.
As meninas se divertem entre as prateleiras. Brincam de esconde-esconde. 
Quando passam pelos sucos de caixinha querem beber.
Mãe explica, mas não convence. O personagem do desenho animado estampado na caixinha é mais poderoso (odeio!). Quinze minutos para escolher o sabor. De uva, como sempre. Enfiam o canudinho e tomam t-u-d-o. Elas estavam com sede, se culpa a Mãe (já nem mais lembrando da sacanagem das agências de publicidade!).
Pega frango. Pega peixe.
Pega macarrão. Manteiga.
E, mais uma vez, reclama por não ter encontrado o leite condensado da promoção.
As meninas sentam no meio do corredor e fazem um pic-nic com seus suquinhos (os segundos, óhhhh!!!).
A Filha 1 pega iogurte, aquele mesmo que vale por um bifinho.
A Filha 2 chora e também quer uma bandeja inteira só pra ela. Não, brada rigorosa a Mãe.
Buááááááá, brada rigorosa a Filha 2!!!!
A Mãe cede, em nome do bem estar dos passantes e da pressa para chegar em casa.
De repente elas somem. 
Cadê, cadê?
Com o coração palpitando ela grita, alto e forte, o nome das filhas.
Nada.
Mais alto dessa vez! Feito doida correndo entre as prateleiras.
Filha 1 aparece carregando um tubo de pasta de dente da Barbie e a Filha 2, um da Galinha Pintadinha. Que bonito!
Querem escovar os dentes ali mesmo.
Ah...não, aí já demais.
Bota de volta as duas no carrinho. Faz um sermão daqueles que deixa um silêncio no ar e seguem pro caixa, grazadeus.
Filas. Mais filas. Caixa preferencial? Teria direito a isso? Sem criança de colo?
Prefere aguardar.
Vinte minutos depois, e dois "kinder ovos" depois, e dois "tic-tacs" depois, e dois "gibis da Mônica" depois, e, e, e, chega a sua vez.
Coloca as meninas de volta ao chão. Delimita um espaço e diz: só aqui tá!
As crianças olham de volta para a Mãe e, por certo, pensam: cê tá de brincadeira, né?!
Recomeça a correria.
Encontram um cachorro. Brincam com ele. Brincam de pega-pega. 
Opa, alguém caiu.
Fazem careta de "lelo lelo lelo".
Se apresentam para todas as pessoas: Oi eu sou a Filha 2 e aquela é minha imã, a Filha 1.
Fazem uma barreira na porta de saída do supermercado. Só sai quem falar a senha correta.
Mãe não aguenta e ri, feito as funcionárias dos caixas.
Acomoda tudo na caixinha de papelão.
Seguem para o carro.
Tranca as meninas dentro do veículo antes de guardar as compras, não sem antes encostar na lataria e soltar um "ufa!".
Todas dentro do carro, de volta pra casa.
Mãe liga o rádio e toca uma música animada. Um remix de "Pride" do U2.
Faz um dueto com o Bono e solta um "in the name of love".
Estranha o silêncio vindo do banco de trás. Será que esqueceu alguém?
Olha desesperada para trás.
Não, elas não estavam dormindo.
Tinham aberto a caixa de bombom (que, vai saber como foi parar ali) e estavam se jogando no chocolate, bem na hora do jantar.
E limpando as mãos nas cadeirinhas, nos bancos, no estofado do carro.

Fim.

PS: voltei, gente! Feliz 2013, super atrasado, pro ceis tudo! Besos!




terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Parceria que dá certo!

Minha mãe foi professora. De primeira série, como se falava naquela época.
Lecionava para crianças de seis, sete anos.
Mas nunca deu aula para mim e para minha irmã, porque temia super proteger ou super esperar da gente.
Em casa, acompanhava os projetos dela e desejava, do fundo do coração, que algum dia ela resolvesse ensinar as próprias filhas.
O que não aconteceu, como já disse.
Mas, ela dava seu jeito.
Sempre ajudava com os trabalhos. Dava idéias, comprava canetinhas brilhantes, cartolina amarela, costurava roupas para os fantoches, abria a casa para a sala inteira se organizar durante as gincanas.
Porque para ela, tão importante quanto saber ler, escrever e fazer conta de matemática, era transformar isso tudo numa coisa gostosa de se fazer.
E aí chegou a minha vez.
E a herança genética falou mais alto.
Não dei conta de ficar olhando a escola pelo portão de fora, ali, toda telespectadora, né Silvio?
Tinha que entrar, tinha que dar idéias, tinha que sugerir livros, tinha que organizar uma feira de troca de brinquedos, tinha que participar.
Porque a coisa funciona muito bem quando os pais são parceiros. Dos filhos e da escola.
Sobra benefício pra todos os lados.
Só sei que, de "mãe voyuer da hora do intervalo do lanche" fui promovida a "atriz coadjuvante da peça do fim de ano" da escolinha. Olha que chic!
Ano que vem, tem mais!
Ano que vem, quero mais!



A Bailarina, o Rei Momo e a Elefantinha!


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A recém parida e o supermercado

Outro dia estava eu toda trabalhada no mal humor peculiar dessas horas, circulando pelas prateleiras do supermercado, lá pelas dez da noite em busca do tomate orgânico, quando vejo, do outro lado do recinto, um conhecida, mãe recém parida, toda saltitante, com o filho mais velho a tiracolo.
Ela veio na minha direção e com uma alegria incomensurável me abraçou, dizendo e aí, tudo bem? Depois abriu um sorriso largo e perguntou pelas meninas.
Quando perguntei sobre sua bebezica, ela respondeu que o pai estava tomando conta, que ela precisava sair um pouco, ver gente, comprar bolacha para o filho mais velho.
Outro abraço, um até mais e ela entrou na seção de iogurtes super animada ao ver que tinha um light novo no mercado.
Não achei o tomate orgânico e fui dormir, naquele dia, pensando em escrever esse post.
Porque eu me encontrei naquela conversa.
Feito a minha conhecida, logo depois do parto das meninas, lá pelo quinto, sexto dia, eu senti uma vontade imensa de sair de casa, de voltar a ver o mundo, sentir que havia muita vida além do quarto da recém nascida.
Resumindo numa só sentença: eu senti vontade de respirar.
A intensidade dos primeiros dias de vida do bebê me levaram a querer passear no supermercado também, logo eu, que detesto isso.
Lembro bem que ainda toda dolorida me aventurei pela cidade, dirigindo meu "póprio carro", para ir comprar laranja.
Como foi bom sentir o vento na cara naquele fevereiro quente. Como foi bom ver o Clodoaldo da banca vendendo jornal como de costume. Como foi bom ver que o mundo não tinha parado porque minha bebê tinha nascido.
Doido né?
A gente fica lá, esperando 40 semanas pra ver a carinha das nossas crias, lambê-las com toda dedicação do mundo, mas não vê a hora de dar um pulinho ali do lado de fora do quarto, pra ver se as acerolas já nasceram, se chegou algum modelo novo na vitrine da loja preferida ou simplesmente caminhar pela rua, de mãos dadas com a filha mais velha, em silêncio, só pra sentir o prazer daquele momento.
Freud explica?
Ah, querem saber, não tô muito ligada na explicação disso tudo não. O fato é que eu senti mesmo isso aê e foi muito produtivo sair de casa naqueles dias.
O ar que respirei do lado de fora só me fez bem.
Aconselho.
Não se martirize.
E vá ao supermercado antes do seu filho completar dez dias.

(bem que esse post poderia ser paitrocinado por alguma rede de market, heim, heim?! Daria uma bela propaganda, né não!!!)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Medida certa: extras e beijos

Como todo bom enredo, o meu também tem seus  "extras" (olha, como ando convencida, meu povo!)
Então vamos lá!

* Posso mandar minha dieta por e-mail, como já disse antes, mas esse regime foi feito para mim, minhas necessidades, meus horários, minhas preferências. Aconselho o acompanhamento nutricional, porque elas entendem do que fazem e eu, bom, eu só obedeci! Rarara!

* Não. Não é fácil abandonar a casa, as meninas, o Marcão e sair por aí correndo. Isso tudo envolve uma logística danada. Tenho que contar com a boa vontade de um monte de gente, em especial da minha mãe, para ficar com as meninas para que eu possa treinar.
Envolve também a superação do sentimento de culpa que sinto ao abandoná-las para fazer uma atividade sozinha (sou egoísta?). Isso eu venho trabalhando ainda. Questão não muito superada, confesso.
Mas quando o assunto é atividade física, disciplina é tudo - o que ameniza a culpa, tem dia...

* Além da corrida, faço hoje musculação 3 vezes por semana com orientação de um profissional. Fui parar aí porque senti necessidade de fortalecer meu corpo para melhorar o desempenho nas pistas.
Acho chato ficar trancada na academia levantando ferro. Me dá claustrofobia. Me dá calor. Me dá um siricutico. Enquanto fica me dando tudo isso, passa a hora e pronto, já acabou a aula.
Mas uma coisa eu não posso negar: o resultado é bom. Quatro meses depois, comecei a enxergar meus musculinhos desaparecidos.
Ah...e as celulites sumiram! Olha que coisa do outro mundo, gente!

* Não preciso nem dizer que isso tudo dá um "up"na nossa auto estima, preciso? Entrar num 38, depois, assim, de uns 10 anos, é MUITO LEGAL!

* Não, a barriga ainda não sumiu. Diminuiu pra caramba, mas ainda encontra-se habitando meu corpo.
Tenho para mim que essa vai ser a parte mais difícil do negócio. Mas não impossível. Me dei dois anos pra ver como ela vai ficar. Depois disso, se a pança ainda existir, a nutricionista e o treinador pagarão a plástica. Já tá tudo combinado. (mentira!!!!). Do jeito que eu amo injeção, é muito muito pouco provável que encare isso.

* Já fiz uma prova de 10 km em agosto e domingo encaro de novo esse percurso. Em 2013 estarei na São Silvestre e em 2014 na meia maratona do Rio. E em 2016 serei convocada para as Olimpíadas (tem time da terceira idade nas olimpíadas?).

Agora vamos aos beijos e agradecimentos especiais:
Marcão, Nina e Alicinha, por tudo e para sempre, meus amores, minha vida!
Minha mãe, minha irmã, minha sogra e sogro, pela incrível ajuda com as meninas!
Minha nutricionista Claudinha Lago, obrigada por abrir meus olhos e fechar minha boca!
Meu treinador, Silvio Mariano, pelo exemplo de disciplina, pela competência e pelo incentivo! Valeu tio!
Pra turma da corrida: Paula, Simone, Silvana, Fabiana, Fábio, Marcelo, Toni, Gabriel, Ciça da titia, Mishima, Gabi, Bia, Paulo, Camila, Vivi, Marta e todo mundo (eu sabia que iria esquecer de alguém!!!), vocês são meus ídolos! Run forever!

Beijo!


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Final: é isso!

1986, outubro
São Joaquim da Barra
Final do vôlei feminino nos jogos regionais

E a partida estava difícil. Bola lá, bola cá. Ponto pra gente, ponto pra elas.
No banco de reserva olhava para quadra e só via gigantes.
Meu coração batia tão forte.
Último set, 12 a 12.
"Vai, baixinha", disse o Sr. João Zancopé, nosso técnico, olhando pra mim.
Entrei na quadra tremendo. Saquei e ponto.
Saquei de novo. Novo ponto.
Saquei e errei.
Fui para o meio da quadra, levantei a bola prendendo a respiração e torcendo com todas as minhas forças, pra menina cortar e fazer o ponto final.
Acho que rezei tanto naquele momento que a bola parecia estar em câmera lenta. Quando ela finalmente caiu no chão, fiquei inerte, extasiada, perto da rede. Fui atropelada pelo abraço da amiga, do time inteiro, que se jogou no chão para comemorar.
Não me contive!
Que legal! Que legal!


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1989, dezembro
Sales Oliveira
Apresentação de final de ano da escola de dança

Pela primeira vez lá estava eu, na frente das meninas, protagonizando a coreografia.
As cortinas se abriram e eu só lembrava da Tia Beth dizendo "sorria, sempre".
A música começou.
Dança, ritmo, giro e saltos.
Deixei me levar pelo som, pela alegria de estar ali e pelos aplausos.
No final dei um salto e lembro de ter ficado alguns segundos no ar.
Quando acabou estava ofegante.
Procurei o olhar da minha mãe na platéia. Ela se levantou e pôs-se de pé para aplaudir.
O coração ficou pequeno e eu só consegui sorrir ainda mais.


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2012, 02 de junho
Ribeirão Preto
2a. Meia Maratona de Ribeirão Preto

Corre Marcos! Perdi a hora! Não dá tempo de tomar café da manhã. Esquece! Acorda se veste e me leva: assim começou o dia da minha primeira prova de rua.
Às 8:15 da manhã fui me enfiando no meio dos corredores até achar um lugar pra mim, ali, no meio da multidão.
A contagem regressiva começa. No cinco já senti meu coração batendo do peito, olha que pleonasmo.
Que energia era aquela!
E vamos lá!
A prova foi deliciosa. Percurso plano, pelo centro velho de Ribeirão, lugares que eu só tinha visto de dentro do carro, no trânsito infernal.
Nos últimos metros, olho pro relógio e confiro o tempo. Levanto a cabeça e avisto a chegada.
Entro nos últimos metros e encontro o olhar do Marcão.
Ele ri e torce, assim, com as mãos levantadas.
Chego a ver uma pontinha de emoção no rosto dele.
Atravesso a faixa e corro para abraça-lo. Cansada, emocionada e extremamente feliz.
Consegui!



FIM.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Terceira Parte: Firework

Resumo da ópera: 90 dias depois estava 10 kg mais magra, resultado da combinação tradicional de reeducação alimentar e caminhada.
Tarefa cumprida. E agora?
E aí que essa vida saudável te pega de jeito e vicia. Mais que o leite condensado duplo (olha ele aí de novo minha gente!).
A vontade de comer doces desesperadamente passou ali, na metade do regime.
Comer de 3 em 3 horas ficou habitual, cotidiano. Tomar muita água idem, idem!
Passei a enxergar a atividade física com prazer e não como obrigação.
Ohhhhh!
Mais ohhhhhhh!
Como foi que isso aconteceu? Você podem estar se perguntando...
Nem eu sei!
A coisa foi indo, fui pegando gosto, deixou de ser sacrificante, deixou de ser chato, ficou legal, ficou demais, virou indispensável, como é que eu vivi sem isso?
Eu estava com tanta disposição para me exercitar, 3 meses depois de ter iniciado meu projeto, que precisava canalizar aquilo de algum jeito.
As caminhadas começavam a ficar meio sem graça, porque gosto mesmo é de sentir o suor escorrendo pela testa.
Precisava encarar subidas ou caminhos muito longos e demorados para não me entediar.
Foi aí que descobri a corrida, em março deste ano.
Na primeira aula quase morri! Fiz um percurso de mais ou menos 800 metros, divido em 4 partes. Corria 200m, andava 200m. Oito vezes. Quando acabou a aula, tava cansada sim, mas com uma vontade imensa de voltar, olha que coisa esquisita!
As aulas eram (são) em grupo. Ficava olhando as meninas correrem 5, 6 km e pensava que nunca iria conseguir fazer aquilo na vida.
Tava errada.
No final de abril já conseguia cumprir o percurso sem andar e fui promovida.
O treinador olhou pra mim e com um gesto de "vai" mandou que eu acompanhasse as outras meninas (turma de elite, minhas ídolas até hoje).
Pela primeira vez eu corria 5 km.
Fim de treino, entrei no carro, abri os vidros, coloquei Katy Perry pra tocar.
E aí veio aquela sensação que só quem corre sabe dá no final do percurso.
Não resisti e acompanhei a música,


"Baby you're a firework
Come on let your colors burst
Make 'em go "Ah, ah, ah!"
You're gonna leave them all in "awe, awe, awe


Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon
Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon"


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Segunda parte: Rehab

Encarei a moça e confessei minha dieta. Não neguei nada, até mesmo o caso do leite condensado duplo foi escancarado. Tinha que ser assim.
Pergunta dali, pergunta daqui, mede dali, mede daqui, pesa.
Saí da primeira consulta com uma recomendação simples: tentar mudar meu estilo de comer, porque eu já tinha tomado consciência do que fazia de errado.
Minha primeira atitude foi vasculhar a casa e tirar de vista todo e qualquer alimento tentador. Doei o pote de sorvete, a caixa de bombom, o torresmo.
Coloquei no lugar muita fruta, verdura e legume.
Continuei caminhando cerca de 30 minutos, todos os dias, ainda com dor na bacia e morrendo de medo de morrer (ahhhhhh! nova pausa dramática!)
Quando voltei na nutricionista, depois de uma semana dessa nova vida, tinha perdido 2 kg!
Fiquei animadona, cara!
E aí comecei a seguir, rigorosamente, a dieta feita pela doutora.
Não vou ficar transcrevendo aqui o regime, porque é chato pacas escrever e ler esse tipo de coisa (1 colher de sopa disso, 1/2 xic. daquilo...afff !!!), mas, se alguém se interessar posso mandar por e-mail.
Em resumo, as regras eram claras, Arnaldo:
1. comer com intervalos máximos de 3 horas.
2. beber pelo menos 4 litros de água.
3. trocar a porcaria toda por coisa saudável
4. reduzir quantidades
5. continuar caminhando
A coisa foi fluindo, porque achei fácil seguir. Taí uma sacada e tanto da nutricionista. Ela não tentou incluir no cardápio, pelo menos nos dois primeiros meses,  coisas que eu não tinha o hábito de comer. Trocou o pão francês inteiro com salame e queijo prato, por meio pão sem miolo com peito de peru e uma fatia de mussarela, entenderam? Como não estava acostumada, não me entupiu de chia, amaranto e soja, assim, de cara.
Se eu disser que passei fome durante o regime, minto. Esse negocinho de comer de 3 em 3 horas não deixa aquela fome monstra "se eu não comer muito agora aquele lanche com baicon eu vou morrer" aparecer.
E, acreditem, acelera o metabolismo, fazendo com que a perda de peso seja maior.
Até testei pra ver se isso era lenda urbana. Na semana em que apenas tomei café, almocei e jantei, perdi bem menos gramas.
O negócio pegou mesmo foi com a ausência de doce.
A doida aqui botou na cabeça que estava viciada em açúcar e que a única maneira de parar com isso era zerar a quantidade de doce por dois meses.
E aí, minha filha, foi pesado.
Me deu dor de cabeça de tanta vontade de comer pudim. Sonhava que tava tomando sorvete. Cheirava o brigadeiro da minha mãe.
Fui resistindo, dia após dia, bem no estilo "doçólatra anônima", até que passou...
Ao mesmo tempo mantive a rotina das caminhadas diárias.
Comecei com 30 minutos. Todo santo dia.
Fui aumentando até que no final do primeiro mês caminhava 60 minutos.
Não, isso não é mágico.
Cansava pra caramba! Tive vontade de mandar o tênis, os minutos,  o mundo, às favas! Muitas e muitas vezes.
O prazer da atividade física não é instantâneo. Pelo menos comigo, sedentária nata, não foi.
Aconteceu devagar. Dependeu de muita engenharia, boa vontade de gente querida (pra ficar com as meninas, pra fazer o jantar, pra me fazer companhia durante a caminhada, pra suportar ficar sem chocolate em casa) e disciplina, que tirava, sei lá da onde!
Lembro de estar caminhando num final de tarde, vi que iria cair uma chuva daquelas, mas segui o caminho. Quando a água finalmente caiu, não apressei o passo.
Precisava daquele banho de vida.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Medida Certa by Dani! Primeira parte: caindo na real...

Inspirada pelo tema da semana lá no Mamatraca (vai lá, tem coisa boa, sempre!), decidi vir aqui contar sobre o que mudou na minha vida depois de virar mãe.
Mudança física, sabem. Porque, sim, elas existem, não há quem negue isso (talvez a Claudinha Leite ou a mulher do Kaká, que apareceram lindas, loiras e sem barriga na capa da revista segundos depois de parir...)
Vamos lá?!
Bom, vou começar do começo. Ririri (isso parece risada do Nilo da novela...credo!)
Quando engravidei da Nina estava com uns 5 kg acima do peso que considero legal pra mim. É, você casa e leva aquela vida de massa, sorvete e cerveja e aí, já viu, né, passava longe da alface.
Engordei cerca de 10 kg durante a gestação. Paciente exemplar, segundo o doutor.
Não emagreci tudo assim de repente. Acho que perdi uns 7kg e só, de modos que, quando fiquei grávida de novo, estava mais "cheinha" que a primeira vez.
De novo engordei cerca de 10, 11 kg na gravidez da Alicinha.
Ela nasceu e eu não sequei amamentando.
Ao contrário, eu tinha muita fome. Fome "gorda". Tudo que eu queria era mandar pra dentro um rondele quatro queijos e tomar banana split de sobremesa, além dos 5, 6 litros de água (essa era a parte magra da minha vida!)
Outra coisa: queria muito amamentar a Alice ad infinitum. Tudo que pudesse causar algum risco ao meu intento, era abominado. Exercício físico, por exemplo. Li em algum lugar nesse mundo google que atividade física poderia soltar uma substância no leite que o tornaria ácido para o bebê e causar o desmame. Gelei. Nada de esteira então, ainda que soubesse da grande probabilidade disso que eu acabei de falar ser uma grande lenda!
Ah...mas querem saber? Eu não estava nem aí pra emagrecer nessa época!
Nem lembrava disso!
E seguir nessa vida era bom demais, convenhamos! Eu tinha a desculpa perfeita para não comer bem e nem me exercitar.
Caí na malandragem meu povo!
Como tinha o dia super corrido fazia tudo errado. Não tomava café da manhã. Almoçava rápido e pouco. Pulava a salada, sempre. Durante à tarde, meu lanche favorito era pastel de queijo seguido de "carolinas recheadas com doce de leite". Só jantava lá pelas 22:30 hs, quando as pequenas já tinham ido pra cama.
Essa era a hora do meu relax. Sentava na frente da TV e mandava ver na pizza, no macarrão, no lanche de pernil. Daí seguia tomando sorvete, comendo chocolate e de ceia, uma taça generosa de morango com cobertura extra de leite condensado, olha o nível.
Eu juro, gente, que era assim!
Quando Alice estava com quase 10 meses, comecei a sentir uma dor esquisita do lado direito da bacia. A princípio achei que era a posição que eu estava dormindo. Mas a dor foi ficando, ando, ando.
Contei pro Marcão e o marido me levou no ortopedista.
Exame daqui, RX dali e nada.
O diagnóstico: estava com 14 kg acima do peso ideal e meu corpo estava dando os primeiros sinais de que essa vida louca vidaaaa também poderia ser perigosa.
Fiz alguns exames e o colesterol e cia também estavam fora do cabo.
Candidata a ter diabétes, tamanha a quantidade de açúcar que ingeria por dia.
Foi aí que o doutor olhou pra mim e sentenciou:
 "Dani, a Alice já está com 10 meses, você não acha que está na hora de se cuidar? Você tem duas opções: tomar remédio ou emagrecer. Se optar pela segunda, vá a uma nutricionista, faça reeducação alimentar e caminhe. As ruas estão aí, abertas, 24 horas por dia. E o tempo, ah, o tempo você encontra!"
Senti vontade de chorar, tamanha a verdade que me foi jogada na cara!
E chorei, acho que a noite inteira. Senti medo de morrer, de deixar as meninas, o Marcão, minha mãe...
(ah, minha proporção dramática!!!)
Acordei arrasada.
Liguei pra nutricionista e marquei consulta.
Tirei o par de tênis do fundo do guarda roupa.
Comprei alface e maçã.
No final do dia, deixei as meninas com a minha mãe, abri a porta de casa e fui...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

lKimrnngpahggiiinreyw

Alicinha fez aniversário ontem. Um ano e oito meses, em dia de eleição pra prefeito.
Tá uma coisa de gostosa.
Porque, sim, essa fase do "falatório" é a mais bonitinha de todas!
Claro que achei lindo quando ela sentou, chorei quando ela andou, morri de amor quando ela deu seu primeiro sorriso pra mim. Mas ....ah...como eu amo essa hora das conversas!!!
Agora ela não fala mais "mamã", mas sim : "te amo mamainnnn", "telo água mamainnnnn", "dá o belo mamainnnn"!
E: "Oi Ninaaaaa". Porque o Nina sempre sai assim, com essa entonação toda no "naaaaaaaaa".
Já sabe o nome de todos os amiguinhos da escola: tem o "Fan", a "Pipia", a "Zulia", a "Duda" e o Zoão" e a tia "Tatá"!
Quando está com sede diz "télo água". Aliás, eu acho que ela acha que a palavra é essa "téloágua", tudo junto desse jeito!
Canta atirei o pau no gato inteirinha....dizendo "D. Kika, ká, ká..."
E começa todas as histórias que conta com "aí né..."
Ah...até mesmo quando ela não sabe conversar, Alicinha, dá seu jeito: fala um monte de "ksmmifnvgbnapmeournn", balança a cabeça fazendo que "sim" e diz, "né?!".
É sim filha!
É sim!
Muac!


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Para ele:

Amor, nesse seu aniversário, desejo:

Que você continue generoso.
Que você brinque ainda mais de barbie e de pollynha com as meninas.
Que você tenha mais tempo para andar de bike.
Que o seu joelho fique bem bom mesmo, e, logo.
Que os seus canários lhe deêm o penta campeonato.
Que você tenha um pouco mais de paciência naqueles dias cansativos.
Que a gente saia mais.
Juntos, com as meninas e com a família inteira.
Que a gente compartilhe muitos jantares deliciosos no Túlio.
E que possamos dar muitas risadas depois de uns bons chopps do Pinguim!
Que você encontre mais seus amigos.
Que você compre um i phone pra ficar moderno e porque é muito legal!
Que você me acompanhe nas corridas, pra eu te dar aquele beijo na chegada.
Que você sinta, a cada abraço meu e das meninas, o quão importante é.
Que você saiba que estamos do seu lado, forever.
E que te amamos tanto...

Beijo,
Dani, Nina e Alicinha.
19 de setembro de 2012.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Poeminha da desculpa esfarrapada

A pressa aumentou
O trabalho procriou
A Alice dormiu
O feriado chegou
A Nina aniversariou
A mãe cansou
E não blogou
Nem comentou
Ou tuitou
Mas feicibucou animada
E correu corrida
De verdade e com alegria
Foi atriz e roteirista
Mas isso ela conta outra hora
Quando o tempo deixar
Porque hoje é segunda
E teve feriado
Com família e churrasco
Com primos e cunhados
E cool-nhadas também
Água quente e tobogã
Fotografia e instagram
Assim passou um mês
Sem satisfação pro freguês
Perdão vale pedir
Com promessa de nunca mais sumir
Nem abandonar
Esse canto que tanto ama
Pra contar tudinho
Desta vida delicinha
Que me leva pra fora
Me deixa doida e nervosa
Mas, intensamente
feliz.

PS: eu volto, eu volto!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Leite é amor!

Eu já contei aqui toda minha experiência (olha o link " amamentação" aí em cima!).
Falei dos perrengues. Mas muito mais das delícias!
Porque, minha amiga, a gente esquece do peito dolorido. Mas lembra, sempre, do cheiro que sai da boca do bebê depois de mamar, do rostinho dele colado na gente, daquela marquinha que ele fica logo depois de sugar, do olhar dele às 4 da manhã,  da mãozinha sobre o peito, do soninho bom que dá logo depois.
Isso é amor, não tem outro nome não!





IMPORTANTE! Esse post faz parte da Blogagem Coletiva com objetivo de incentivar a doação de leite materno aos Bancos de Leite. Saiba mais informações de como doar clicando no selinho!
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