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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Parceria que dá certo!

Minha mãe foi professora. De primeira série, como se falava naquela época.
Lecionava para crianças de seis, sete anos.
Mas nunca deu aula para mim e para minha irmã, porque temia super proteger ou super esperar da gente.
Em casa, acompanhava os projetos dela e desejava, do fundo do coração, que algum dia ela resolvesse ensinar as próprias filhas.
O que não aconteceu, como já disse.
Mas, ela dava seu jeito.
Sempre ajudava com os trabalhos. Dava idéias, comprava canetinhas brilhantes, cartolina amarela, costurava roupas para os fantoches, abria a casa para a sala inteira se organizar durante as gincanas.
Porque para ela, tão importante quanto saber ler, escrever e fazer conta de matemática, era transformar isso tudo numa coisa gostosa de se fazer.
E aí chegou a minha vez.
E a herança genética falou mais alto.
Não dei conta de ficar olhando a escola pelo portão de fora, ali, toda telespectadora, né Silvio?
Tinha que entrar, tinha que dar idéias, tinha que sugerir livros, tinha que organizar uma feira de troca de brinquedos, tinha que participar.
Porque a coisa funciona muito bem quando os pais são parceiros. Dos filhos e da escola.
Sobra benefício pra todos os lados.
Só sei que, de "mãe voyuer da hora do intervalo do lanche" fui promovida a "atriz coadjuvante da peça do fim de ano" da escolinha. Olha que chic!
Ano que vem, tem mais!
Ano que vem, quero mais!



A Bailarina, o Rei Momo e a Elefantinha!


quinta-feira, 30 de junho de 2011

A escola colorida

Eu e minha irmã na nossa primeira festa junina do "parquinho"...

A escola da Nina tem um projeto muito bonitinho.
Durante todo o primeiro semestre a professora retratou, num diário, a rotina das crianças. Tem fotos, histórias, mãozinhas pintadas, desenhos.
Esse diário, agora, vai para a casa de cada criança.
É a nossa vez de colaborar. Vale tudo: desenhar, colar, escrever, botar foto, contar histórias.
Fui a primeira a levar o diário pra casa, uma honra.
Ainda tô lá, envolvida com imagens, cola e pincel atômico.
Mas a primeira página já ficou pronta.
Tem um desenho da Nina, retratando a escola dela. A escola colorida, como ela faz questão de dizer.
E tem um texto meu. Esse aqui ó. Espero que gostem!

"Não é preciso muito esforço para lembrar o cheiro da sopa de macarrão que a Tia Dalva servia quando eu estava no “parquinho”.
Também me lembro do gosto do giz de cera, porque, sim, eu comi muito giz de cera e massinha de modelar.
E da areia grossa que caía no meu olho toda vez em que brincávamos com os baldinhos no tanque de areia.
Dos amigos, lembro do choro do meu primo Gustavo toda vez que chovia. Da minha melhor amiga, a Carolina e do dia em que o Alexandre roubou meu sonho de valsa e eu bati nele com minha lancheira vermelha do Snoopy.
Ah, e de quando fui noiva na festa junina.
Gostava de me sentar naquelas mesinhas conjuntas com outros colegas e de desenhar. Lembro direitinho quando consegui fazer minha primeira menina, assim, completinha: com cabeça, cabelo, olhos, nariz, boca, corpo, braços, pernas, vestido e laço de fita no cabelo. Os dedos dela eram tão compridos!
Já nas demais artes, nunca fui muito competente. Meus fantoches sempre tinham que virar monstros ou bruxas. Minhas pinturas com tinta, arte abstrata.
A música que eu mais gostava de cantar era “Fui no Itororó, beber água e não achei...”
Sinto saudade da Tia Kazume. Sua calma, entusiasmo constante e todo aquele carinho com que pegava na minha mão para tentar me ensinar a escrever o “D”.
Mundo mágico esse.
Agora, quem desfruta dessas delícias é a Nina.
Me emocionei ao vê-la pintando o muro, brincando de roda e ouvindo histórias.
Me emociono a cada dia, vendo o carinho com que é tratada na escola.
Fico orgulhosa quando ela pede pra passar em frente de sua escolinha aos finais de semana, só pra mostrar pra vovó onde é que estuda, toda feliz.
Quando a gente brinca de escola, Nina sempre quer ser a Tia Analu. Já eu sou a Alice Costa e o papai, o Augusto.
Ontem, pedi para ela desenhar a escolinha e ela fez esse desenho aí embaixo.
Quando perguntei o que achava da escola dela, de pronto, Nina disse: minha escola é colorida. Bonito, não é...
Pensando bem, também achava minha escola colorida. Acho que é por isso que tento passar, constantemente, à minha Nina, todo este entusiasmo pelo aprender.
Quem sabe um dia, não será ela quem estará escrevendo isso para os seus filhos".


Dani
Mãe da Nina
(27/06/2011)"

quarta-feira, 31 de março de 2010

A turma da escola

Cresci vendo minha mãe ser educadora. Lembro, até hoje, de quando a acompanhávamos até as fazendas onde ela lecionava. A paciência dela, o carinho com todas crianças, independente de serem elas filhos do patrão ou do cortador de cana, da alegria que tinha ao vê-los aprender a ler e escrever.
Também cresci vendo minha mãe desenvolver projetos educacionais para facilitar a vida da criançada. Uma vez, ela pegou um ovo, colocou em um incubadora (uma caixa, com luz e bem quentinha) só para as crianças acompanharem o nascimento do pintinho. Depois, eles viram esse pintinho crescer e virar galinha. Enquanto isso, aprendiam ciências, matemática, português - tudo assim, baseado no tal pintinho.
Ela era adorada pelos alunos e pelas mães deles. Até hoje, mais de 10 anos depois de se aposentar, recebe mimos de ex-alunos e telefonemas emocionados daqueles que estão se formando e fazem questão de que a sua primeira professora esteja lá, para testemunhar essa vitória.
Muitos deles ainda a chamam de "tia", mesmo já tendo filhos nos braços ou estando de casamento marcado. E ela se enche de orgulho ao perceber que tornou-se inesquecível na vida de certas pessoas.
Escrevi tudo isso, porque tenho percebido a alegria que a Nina tem quando vai prá escola.
Outro dia, meu carro quebrou em frente da escolinha e eu tive que ficar por lá, esperando o conserto. Enquanto esperarava, fiquei de longe observando seu comportamento.
Ela brinca, corre, sobe no escorregador, faz castelos na areia. Também pinta o coelho, faz esculturas sem sentido e abraça os coleguinhas. Morde um ou outro. E leva puxões de cabelo também. E toma suco e danone.
E volta prá casa com um sorriso enorme, que deixa a mamãe aqui toda emocionada, tanto quanto as mães dos alunos da minha mãe.
Assim, prá você não se esquecer, filha, segue aqui, um registro da sua primeira turma da escola. Das tias Nádia e Cláudia e dos seus amigos Miguel, Joel, Júlia, Tiago e Mariana.
Quem sabe um dia, filha, a gente ainda não vai convidá-los para sua formatura, né?!


Miguel, Joel, Tia Nádia, Júlia, Tiago, Nina, Tia Cláudia e Mariana

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Todo mundo tá feliz! Tá feliz!


Há uns dois meses ela começou a chorar quando eu a deixava, de manhã, na casa da minha mãe para vir trabalhar.
Ficava tristinha quando a colocava na cadeirinha do carro e ao chegar na vó, não queria sair do meu colo.
Fase?
Pode ser, ela tá mais do que acostumada a ficar com a minha mãe.
Mas isso começou a me fazer um mal danado. Culpa, culpa, culpa.
Se eu já chorava antes, quando ela ficava bem, agora eu vinha trabalhar aos prantos, todos os dias. Questionamentos sem fim.
Cheguei à conclusão que ela tava sentindo minha falta. E eu a dela. Que nós precisávamos conviver mais, nos ver por mais tempo e que só das 18:30 às 22:00 hs já não era mais suficiente.
Resolvemos, Marcão e eu, que a melhor solução para o nosso caso, era colocar a pequena na escola, durante o período da manhã. Desse jeito, ela almoçaria com a gente, tomava banho lá em casa, mamava e só depois, lá pelas 13:30 hs, rumaria para os braços da vó.
Pesquisamos algumas escolas e hoje, de manhã, Nina teve seu primeiro dia de aula.
No começo, se mostrou meio tímida. Dez minutos depois, já deu a mão para a Tia Cláudia e foi se divertir no escorregador, na casinha, na areia, tendo como platéia eu e o Má, boquiabertos com a facilidade com que ela havia se desgarrado da gente (isso é assunto para outro post!).
Fui buscá-la duas horas depois e ela tava no colo da tia lendo um livrinho. Não chorou durante o período em que ficou lá. Me chamou algumas vezes, mas logo se distraiu com os brinquedos e as outras crianças (fiz a tia jurar que isso era verdade!). Cantou parabéns para um coleguinha, tirou foto com a turma e comeu cachorro-quente.
Depois fomos prá casa. Almoçamos, brincamos e ela se mostrou extramamente feliz em estar ali do nosso lado, naquela hora. Cantava o tempo todo, dançava e corria atrás da Mel. Até a nossa funcionária notou a felicidade dela e comentou comigo.
Acho que fizemos a coisa certa, não só prá ela, mas para a gente, prá nossa família.
Tô feliz, gente! Confesso que não me sentia assim, em paz, há algum tempo.
Beijo, em especial para a e para a Mãe do Pitoco, que fizeram ótimos e verdadeiros relatos sobre a introdução dos nossos bebês no mundo escolar. Valeu, molheres!
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