quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Grávida e linda!

Tão vendo essas fotos? (tirei do delicioso Garotas Estúpidas)
Então, hoje eu tô vestida mais ou menos assim.
Mais ou menos: tirem o chapéu e o colar. No lugar do vestido preto e branco, coloquem um macacão jeans tomara-que-caia e um cinto dourado fininho. Por cima da roupa, um colete de linho branco, desses "boyfriend".
A barriga, hum...tá um pouco menor que essa, I believe...
Saí de casa me achando a própria moça aí da foto, uma russa de nome Miroslava Duma, que pelo que vi, sai em tudo quanto é revista de moda.
Não, não me inspirei nela. Aliás, fui apresentada a tal moça hoje, quando, ao procurar um look parecido com o meu, achei essa foto aí.
Em outras palavras, saí de casa me achando linda.
Ao deixar a Nina na escola, logo de manhãzinha, a tia Claudia, professora, me disse que hoje eu tava arrasando. Uhu! Fiquei felizinha que só vendo! Porque, né, grávida a-d-o-r-a um elogio!
Cheguei no escritório toda e toda. Depois do bom dia habitual, uma das secretárias, me diz: "nossa essa roupa não ficou bem em você não...sua barriga ficou enorrrrrrrrrrrme". O que responder? Nada, né. Pedi meu café e fui ver meus processinhos, meio arrasadinha, confesso.
Saí na hora do almoço para buscar a pequena. De novo, recebi um"que barrigãoooooo" (com cara de: nossa como você tá é gorda e inchada e feiosa) da moça.
Sorri e entrei no carro segurando pra não chorar, porque, nessas horas, meus hormônios ficam borbulhando e eu não respondo por mim não!
Na entrada da escola, encontro a mãe de um coleguinha, que me fala: "Dani, você é uma das grávidas mais bonitas que eu já vi. Tá tão bonita com essa roupa"...
Ai...agora eu confundi...
Tô ou não tô bonitona e fashion e muderna?
....
Bom, contei essa historinha só pra dizer que eu tinha esquecido de como você vira o alvo das atenções quando a barriga resolve aparecer. Você tem platéia em tudo quanto é lugar. E isso pode ser engraçado, mas, tem lá seu lado ruim, porque não é todo dia que te dá vontade de sair modelando por aí... Além disso, sempre tem gente pronta pra dizer o quanto você tá enorrrrme e gorda e inchada e parecendo que já vai parir...
Por hoje, apesar da indecisão desses meus jurados, optei por me achar a MAIS LINDA DO PEDAÇO (mais que a russa aí da foto), não pela roupa, mas porque tô feliz da vida por ser mãe dessas duas menininhas que enchem o meu dia de alegria!
Be happy gente!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ctrl C - Ctrl V

Sexta-feira, 11 da manhã. Tinha uma defesa para impugnar e o prazo vencia na segunda seguinte.
Abri o processo, li minha petição inicial e comecei a ler a contestação (defesa) que o advogado da outra parte tinha feito. Era um processo de indenização por acidente do trabalho.
Assim que botei os olhos no texto, reconheci: aquelas palavras eram minhas. O colega (mui colega!) tinha copiado uma defesa que eu tinha feito em outro processo, apenas mudando os nomes das partes, e assinado, como se fosse ele que tivesse feito.
Surtei na hora. Falei um monte de palavrão e queria ligar pra o tal advogado e xingá-lo de tudo quanto é nome.
Só não fiz isso, porque outro advogado (meu chefe) que trabalha comigo não deixou. Me incentivou a dar o troco em palavras, impugnando a defesa dele (minha!) e ganhando aquela demanda.
E assim foi. Ganhei o processo.
Mas continuo, até hoje, com vontade de "voar no pescoço" do tal advogado.
Por isso, fiquei bastante chateada quando a contou sobre o plágio do perfil dela. Revivi minha indignação. Como é que tem gente capaz de fazer isso? E ainda achar que não tem problema?
Isso é feio e é crime.
Por isso, tô aqui, fazendo parte desta blogagem coletiva, a favor da ética, para gritar aos quatro cantos: não copie, inspire-se!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Menina de sorte

Incrível como a Nina já incluiu Alice no cotidiano dela.
Esses dias, vi ela brincando sozinha com umas bonequinhas e falando que, uma era a filha dela e a outra, da irmã.
Sempre que oferecemos alguma coisa de comer, ela pergunta se a Alice também quer.
Lá em casa tem uma placa com um monte de galinhas pintadas. Segundo a Nina, a maior é o papai, a do meio é a mamãe e as outras, menores, ela e a irmã. Aliás, ela sempre faz esse tipo de associação fofa.
Hoje, quando chegou da escola, foi mostrar o quarto "novo" dela para a avó. Disse que era de princesa. Depois, pegou na mão da minha mãe e foi mostrar o da Alice e falou que ela era lindo, apesar das latas de tinta espalhadas pelo chão.
Na escola, a professora me disse que ela vive falando da irmã.
Tá, eu sei, a gente incentiva bastante esse tipo de reação dela e, até que eu já esperava toda essa fofurice.
Só não imaginei que fosse ficar tão tocada ao vê-la tratar com tanto carinho a irmã que ainda nem nasceu.
É, Alice, você é uma menina de sorte...


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Dá pra entender?

Daí que seu filho completa dois anos e com o aniversário ganha mais uma habilidade: a de se tornar uma pessoa entendida, como costumo dizer.
Explico.
Antes a gente podia falar o que quisesse na frente da Nina que ela nem ligava.
Mas, agora, a pessoa entende e quer saber de tudo. E dá sua opinião, como boa representante do sexo feminino.
Outro dia mesmo, o Marcão estava me contando alguma coisa sobre tipos de lentes intra oculares que se coloca nas cirurgias de catarata. Nina, que estava por perto, logo levantou a orelha e disse: o que foi? Vixi...situaçãozinha difícil...
E isso acontece sempre.
Ela quer saber qual o saber do danoninho que tá comendo. As vezes só quer os do potinho vermelho e não os do amarelo. Não aceita comer abobrinha e quer quiabo, nem mesmo a gente falando que abobrinha é um quiabo grandão. Se falamos a palavra "bala" antes do almoço, pronto, ela não come mais o arroz e só quer doce. Está escolhendo suas roupas e os sapatos, que, nunca combinam com o vestido.
Assim, para não tumultuar o ambiente (rárárá!) e manter o ritmo, eu e Marcão desenvolvemos uma linguagem própria quando o assunto são os interesses da pequena, que, por enquanto, vem dando certo.
Funciona mais ou menos assim:

"Eu: o que vamos fazer pro jantar hoje?
Ele: Um egg? Mas tem que ser "d" que ela não gosta de "g" mole?
Eu: tudo bem, mas assopra antes, porque está muito hot".

"Ele: coloco ou não a "F-R -A"hoje"?
Eu: não, coloca só a "c" mesmo, mas a "white" que é pra combinar com o "v"?

Coisa de gente doida, né. Ou de gente (mais ou menos) normal que só quer que a filha coma um ovo com gema dura antes da sobremesa, sem queimar a língua.
Mas que é engraçado, ah...isso é!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Interrompemos nossa programação normal...

...para mudar de assunto aqui no blog.
Resolvi dar essa pausa no tema "mamãe, bebê & afins", porque, desde ontem, ando incomodada, precisando colocar pra fora umas coisas aí.
Seguinte: fui ver o filme "Tropa de Elite 2" e saí de lá como se estivesse levado um grande puxão de orelha da realidade.
Quem não viu, corre, porque, é um filmaço - não vi nenhum crítico de cinema falar mal.
O filme mostra, em resumo, que os bandidos, a polícia e os políticos, são tudo farinha do mesmo saco.
Não, isso não é nenhuma novidade pra mim, nem pra vocês.
Mas o filme escancara essa história e terminou por jogar na minha, que eu não faço nada contra isso, contra o "sistema" como eles dizem no filme.
Gente, sabe o que eu fiz, até hoje, para mudar alguma coisa nesse mundo: pintei minha cara na época do impeachment do Collor e assinei o projeto de lei do "Ficha Limpa", porque fiquei sabendo dele através do blog da Rô.
Só.
Nem lembrava mais quem era o deputado federal que eu tinha votado na última eleição. Nem do deputado estadual.
Vivi, até agora, assim, à margem do que está acontecendo.
E olha que eu não sou tão leiga assim. Sou advogada, sei como funciona o processo eleitoral, tenho o dever de me atualizar sobre novas leis, leio a Veja, a Isto é, o Valor Econômico e a Folha, mas, me sinto a mais "Tiririca" de todas, ao perceber minha ignorância e minha inércia frente à questões políticas desse país.
Não adianta nada ler esse tanto de notícia sobre CPI disso ou daquilo e continuar aqui sentada, preocupada se vou conseguir ganhar aquele processo ou se a separação do casal vai ser consensual.
Eu tinha que ter participado. Ter cobrado. Tinha que ter ligado para deputado, feito a .
O pior comportamento foi o meu: ficar quieta, assistindo tudo de cima do muro.
E como eu, sei que tem muita gente.
O meu (nosso?) silêncio contribuiu para que o Garotinho fosse o segundo deputado federal mais votado nesse país.
Se eu tivesse botado a boca no trombone, cobrado do prefeito o pavimento das ruas esburacadas, acho que, hoje, não estaria assim.
Chego a conclusão de que, minha inércia, contribui para a perpetuação do chamado "sistema". Eu fomento a corrupção, a malandragem e sou co-autora do tiro que inocentes levam na cara, no meio da rua, todos os dias.
Precisei ver o filme para acordar.
Não quero mais issso pra mim, nem pra minha família, nem pra ninguém.
Fim.
Tenho o dever de cobrar, de exigir lisura e posturas. E eu vou.
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