quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Segunda parte: Rehab

Encarei a moça e confessei minha dieta. Não neguei nada, até mesmo o caso do leite condensado duplo foi escancarado. Tinha que ser assim.
Pergunta dali, pergunta daqui, mede dali, mede daqui, pesa.
Saí da primeira consulta com uma recomendação simples: tentar mudar meu estilo de comer, porque eu já tinha tomado consciência do que fazia de errado.
Minha primeira atitude foi vasculhar a casa e tirar de vista todo e qualquer alimento tentador. Doei o pote de sorvete, a caixa de bombom, o torresmo.
Coloquei no lugar muita fruta, verdura e legume.
Continuei caminhando cerca de 30 minutos, todos os dias, ainda com dor na bacia e morrendo de medo de morrer (ahhhhhh! nova pausa dramática!)
Quando voltei na nutricionista, depois de uma semana dessa nova vida, tinha perdido 2 kg!
Fiquei animadona, cara!
E aí comecei a seguir, rigorosamente, a dieta feita pela doutora.
Não vou ficar transcrevendo aqui o regime, porque é chato pacas escrever e ler esse tipo de coisa (1 colher de sopa disso, 1/2 xic. daquilo...afff !!!), mas, se alguém se interessar posso mandar por e-mail.
Em resumo, as regras eram claras, Arnaldo:
1. comer com intervalos máximos de 3 horas.
2. beber pelo menos 4 litros de água.
3. trocar a porcaria toda por coisa saudável
4. reduzir quantidades
5. continuar caminhando
A coisa foi fluindo, porque achei fácil seguir. Taí uma sacada e tanto da nutricionista. Ela não tentou incluir no cardápio, pelo menos nos dois primeiros meses,  coisas que eu não tinha o hábito de comer. Trocou o pão francês inteiro com salame e queijo prato, por meio pão sem miolo com peito de peru e uma fatia de mussarela, entenderam? Como não estava acostumada, não me entupiu de chia, amaranto e soja, assim, de cara.
Se eu disser que passei fome durante o regime, minto. Esse negocinho de comer de 3 em 3 horas não deixa aquela fome monstra "se eu não comer muito agora aquele lanche com baicon eu vou morrer" aparecer.
E, acreditem, acelera o metabolismo, fazendo com que a perda de peso seja maior.
Até testei pra ver se isso era lenda urbana. Na semana em que apenas tomei café, almocei e jantei, perdi bem menos gramas.
O negócio pegou mesmo foi com a ausência de doce.
A doida aqui botou na cabeça que estava viciada em açúcar e que a única maneira de parar com isso era zerar a quantidade de doce por dois meses.
E aí, minha filha, foi pesado.
Me deu dor de cabeça de tanta vontade de comer pudim. Sonhava que tava tomando sorvete. Cheirava o brigadeiro da minha mãe.
Fui resistindo, dia após dia, bem no estilo "doçólatra anônima", até que passou...
Ao mesmo tempo mantive a rotina das caminhadas diárias.
Comecei com 30 minutos. Todo santo dia.
Fui aumentando até que no final do primeiro mês caminhava 60 minutos.
Não, isso não é mágico.
Cansava pra caramba! Tive vontade de mandar o tênis, os minutos,  o mundo, às favas! Muitas e muitas vezes.
O prazer da atividade física não é instantâneo. Pelo menos comigo, sedentária nata, não foi.
Aconteceu devagar. Dependeu de muita engenharia, boa vontade de gente querida (pra ficar com as meninas, pra fazer o jantar, pra me fazer companhia durante a caminhada, pra suportar ficar sem chocolate em casa) e disciplina, que tirava, sei lá da onde!
Lembro de estar caminhando num final de tarde, vi que iria cair uma chuva daquelas, mas segui o caminho. Quando a água finalmente caiu, não apressei o passo.
Precisava daquele banho de vida.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Medida Certa by Dani! Primeira parte: caindo na real...

Inspirada pelo tema da semana lá no Mamatraca (vai lá, tem coisa boa, sempre!), decidi vir aqui contar sobre o que mudou na minha vida depois de virar mãe.
Mudança física, sabem. Porque, sim, elas existem, não há quem negue isso (talvez a Claudinha Leite ou a mulher do Kaká, que apareceram lindas, loiras e sem barriga na capa da revista segundos depois de parir...)
Vamos lá?!
Bom, vou começar do começo. Ririri (isso parece risada do Nilo da novela...credo!)
Quando engravidei da Nina estava com uns 5 kg acima do peso que considero legal pra mim. É, você casa e leva aquela vida de massa, sorvete e cerveja e aí, já viu, né, passava longe da alface.
Engordei cerca de 10 kg durante a gestação. Paciente exemplar, segundo o doutor.
Não emagreci tudo assim de repente. Acho que perdi uns 7kg e só, de modos que, quando fiquei grávida de novo, estava mais "cheinha" que a primeira vez.
De novo engordei cerca de 10, 11 kg na gravidez da Alicinha.
Ela nasceu e eu não sequei amamentando.
Ao contrário, eu tinha muita fome. Fome "gorda". Tudo que eu queria era mandar pra dentro um rondele quatro queijos e tomar banana split de sobremesa, além dos 5, 6 litros de água (essa era a parte magra da minha vida!)
Outra coisa: queria muito amamentar a Alice ad infinitum. Tudo que pudesse causar algum risco ao meu intento, era abominado. Exercício físico, por exemplo. Li em algum lugar nesse mundo google que atividade física poderia soltar uma substância no leite que o tornaria ácido para o bebê e causar o desmame. Gelei. Nada de esteira então, ainda que soubesse da grande probabilidade disso que eu acabei de falar ser uma grande lenda!
Ah...mas querem saber? Eu não estava nem aí pra emagrecer nessa época!
Nem lembrava disso!
E seguir nessa vida era bom demais, convenhamos! Eu tinha a desculpa perfeita para não comer bem e nem me exercitar.
Caí na malandragem meu povo!
Como tinha o dia super corrido fazia tudo errado. Não tomava café da manhã. Almoçava rápido e pouco. Pulava a salada, sempre. Durante à tarde, meu lanche favorito era pastel de queijo seguido de "carolinas recheadas com doce de leite". Só jantava lá pelas 22:30 hs, quando as pequenas já tinham ido pra cama.
Essa era a hora do meu relax. Sentava na frente da TV e mandava ver na pizza, no macarrão, no lanche de pernil. Daí seguia tomando sorvete, comendo chocolate e de ceia, uma taça generosa de morango com cobertura extra de leite condensado, olha o nível.
Eu juro, gente, que era assim!
Quando Alice estava com quase 10 meses, comecei a sentir uma dor esquisita do lado direito da bacia. A princípio achei que era a posição que eu estava dormindo. Mas a dor foi ficando, ando, ando.
Contei pro Marcão e o marido me levou no ortopedista.
Exame daqui, RX dali e nada.
O diagnóstico: estava com 14 kg acima do peso ideal e meu corpo estava dando os primeiros sinais de que essa vida louca vidaaaa também poderia ser perigosa.
Fiz alguns exames e o colesterol e cia também estavam fora do cabo.
Candidata a ter diabétes, tamanha a quantidade de açúcar que ingeria por dia.
Foi aí que o doutor olhou pra mim e sentenciou:
 "Dani, a Alice já está com 10 meses, você não acha que está na hora de se cuidar? Você tem duas opções: tomar remédio ou emagrecer. Se optar pela segunda, vá a uma nutricionista, faça reeducação alimentar e caminhe. As ruas estão aí, abertas, 24 horas por dia. E o tempo, ah, o tempo você encontra!"
Senti vontade de chorar, tamanha a verdade que me foi jogada na cara!
E chorei, acho que a noite inteira. Senti medo de morrer, de deixar as meninas, o Marcão, minha mãe...
(ah, minha proporção dramática!!!)
Acordei arrasada.
Liguei pra nutricionista e marquei consulta.
Tirei o par de tênis do fundo do guarda roupa.
Comprei alface e maçã.
No final do dia, deixei as meninas com a minha mãe, abri a porta de casa e fui...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

lKimrnngpahggiiinreyw

Alicinha fez aniversário ontem. Um ano e oito meses, em dia de eleição pra prefeito.
Tá uma coisa de gostosa.
Porque, sim, essa fase do "falatório" é a mais bonitinha de todas!
Claro que achei lindo quando ela sentou, chorei quando ela andou, morri de amor quando ela deu seu primeiro sorriso pra mim. Mas ....ah...como eu amo essa hora das conversas!!!
Agora ela não fala mais "mamã", mas sim : "te amo mamainnnn", "telo água mamainnnnn", "dá o belo mamainnnn"!
E: "Oi Ninaaaaa". Porque o Nina sempre sai assim, com essa entonação toda no "naaaaaaaaa".
Já sabe o nome de todos os amiguinhos da escola: tem o "Fan", a "Pipia", a "Zulia", a "Duda" e o Zoão" e a tia "Tatá"!
Quando está com sede diz "télo água". Aliás, eu acho que ela acha que a palavra é essa "téloágua", tudo junto desse jeito!
Canta atirei o pau no gato inteirinha....dizendo "D. Kika, ká, ká..."
E começa todas as histórias que conta com "aí né..."
Ah...até mesmo quando ela não sabe conversar, Alicinha, dá seu jeito: fala um monte de "ksmmifnvgbnapmeournn", balança a cabeça fazendo que "sim" e diz, "né?!".
É sim filha!
É sim!
Muac!


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Para ele:

Amor, nesse seu aniversário, desejo:

Que você continue generoso.
Que você brinque ainda mais de barbie e de pollynha com as meninas.
Que você tenha mais tempo para andar de bike.
Que o seu joelho fique bem bom mesmo, e, logo.
Que os seus canários lhe deêm o penta campeonato.
Que você tenha um pouco mais de paciência naqueles dias cansativos.
Que a gente saia mais.
Juntos, com as meninas e com a família inteira.
Que a gente compartilhe muitos jantares deliciosos no Túlio.
E que possamos dar muitas risadas depois de uns bons chopps do Pinguim!
Que você encontre mais seus amigos.
Que você compre um i phone pra ficar moderno e porque é muito legal!
Que você me acompanhe nas corridas, pra eu te dar aquele beijo na chegada.
Que você sinta, a cada abraço meu e das meninas, o quão importante é.
Que você saiba que estamos do seu lado, forever.
E que te amamos tanto...

Beijo,
Dani, Nina e Alicinha.
19 de setembro de 2012.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Poeminha da desculpa esfarrapada

A pressa aumentou
O trabalho procriou
A Alice dormiu
O feriado chegou
A Nina aniversariou
A mãe cansou
E não blogou
Nem comentou
Ou tuitou
Mas feicibucou animada
E correu corrida
De verdade e com alegria
Foi atriz e roteirista
Mas isso ela conta outra hora
Quando o tempo deixar
Porque hoje é segunda
E teve feriado
Com família e churrasco
Com primos e cunhados
E cool-nhadas também
Água quente e tobogã
Fotografia e instagram
Assim passou um mês
Sem satisfação pro freguês
Perdão vale pedir
Com promessa de nunca mais sumir
Nem abandonar
Esse canto que tanto ama
Pra contar tudinho
Desta vida delicinha
Que me leva pra fora
Me deixa doida e nervosa
Mas, intensamente
feliz.

PS: eu volto, eu volto!
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